Boleto com registro: entenda o que muda no seu e-commerce

O debate sobre a obrigatoriedade do boleto com registro começou ainda em 2015, quando a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou a Nova Plataforma da Cobrança, um sistema com o objetivo de trazer mais segurança para lojistas e consumidores. Desde então, há quem critique e quem defenda a medida, mas o que não se pode negar é que ela muda a rotina no e-commerce.

Afinal, a partir de novembro de 2018, três anos após o anúncio feito pela Febraban, todos os boletos, independentemente do valor, passaram a ser obrigatoriamente registrados. Com isso, o boleto sem registro teve fim, enquanto os varejistas seguem em um processo de adaptação às novas regras.

Com as mudanças, uma grande especulação sobre o assunto foi iniciada, tanto nas redes sociais quanto entre as entidades organizadas. De um lado, estão os lojistas, preocupados com o aumento nos custos que a medida pode trazer para os seus negócios. E do outro, estão os serviços financeiros e bancos interessados em aumentar a segurança e diminuir o número de fraudes nas transações envolvendo boletos bancários.

Além de preocupar lojistas e bancos, essa medida também coloca em alerta muitos consumidores que se consideram os maiores prejudicados pela mudança. Em grupos de discussão, muitas pessoas afirmam que “quem vai pagar o pato é o consumidor final”, já que o lojista poderia acrescentar o custo das taxas para emitir boleto registrado no valor final dos produtos.

Diante de tudo isso, para esclarecer todas as dúvidas sobre o fim do boleto sem registro, neste artigo, vamos explicar cada ponto que lojistas e consumidores precisam saber sobre as novas regras da Febraban, além de trazer dicas preciosas para que lojistas possam enfrentar a medida evitando custos adicionais e sem precisar aumentar o ticket de seus produtos. Confira!

Receba dicas de como vender mais no seu e-commerce

Desde o anúncio das mudanças, iniciou-se uma grande especulação sobre o assunto nas redes sociais. De um lado, estão os lojistas preocupados com o aumento nos custos que a medida pode trazer para seus negócios. Do outro, estão os serviços financeiros e bancos interessados em aumentar a segurança e diminuir o número de fraudes nas transações envolvendo boletos bancários. Você vai entender, em breve, que riscos de segurança são esses.

O que acontece é que, além dos lojistas e bancos, essa medida também preocupa muitos consumidores que se consideram os maiores prejudicados pela mudança. Em grupos de discussão nas redes sociais, os consumidores afirmam que, “quem vai pagar o pato é o consumidor final”, já que o lojista poderia acrescentar o custo das taxas do boleto registrado no valor final dos produtos, representando altas nos preços das prateleiras.

Para esclarecer todas as dúvidas sobre o fim do boleto sem registro, neste artigo vamos explicar cada ponto que lojistas e consumidores precisam saber sobre as novas regras da Febraban, além de trazer dicas preciosas para que lojistas possam enfrentar a medida, evitando custos adicionais, e sem precisar aumentar o ticket de seus produtos.

Para começar, é importante entender como os boletos bancários funcionam e quais as diferenças entre boletos com registro e sem registro.

Boleto com registro e boleto simples: qual é a diferença?

De acordo com o E-commerce Radar 2017, 35,5% dos pedidos captados no comércio eletrônico brasileiro têm o boleto bancário como meio de pagamento. Além disso, conforme pesquisa do Sebrae e da E-commerce Brasil, 75% dos e-commerces oferecem essa forma de pagamento, a segunda mais comum neste segmento.

A emissão de boletos é um meio de pagamento que sempre trouxe benefícios para os lojistas. Afinal, não existem taxas por número de títulos emitidos ou pelo valor das transações, como ocorre em outras formas de pagamento. Além disso, a emissão sempre foi simplificada e, até a implementação das novas regras, era necessário pagar somente uma taxa — e apenas se o cliente pagasse o boleto.

Nesse contexto, não há como negar a importância desse meio de pagamento para as vendas online. O problema é que, desde o anúncio das novas regras pela Febraban, lojistas e consumidores têm olhado com desconfiança para o boleto registrado, com receio, principalmente, dos custos que a medida pode implicar aos negócios e, por consequência, ao bolso dos clientes.

Esse receio ocorre porque, antes da chegada da Nova Plataforma da Cobrança, a emissão de boletos não precisava ser registrada no sistema do banco e nem era necessário especificar os dados do pagador. A emissão era simplificada, enquanto a taxa era cobrada do lojista apenas se houvesse o pagamento do título pelo cliente. O processo era tão prático que o documento sem registro era chamado de boleto simples.

Já para emitir boleto registrado isso muda. Quando um boleto com registro é emitido, um arquivo digital é enviado ao banco com todas as informações necessárias para identificar a pessoa ou a empresa responsável pelo pagamento, como nome da pessoa física ou jurídica, CPF ou CNPJ, endereço, valor da cobrança, data de vencimento e outros dados complementares, como os encargos em caso de atraso.

A grande questão é que, nesta situação, a taxa é cobrada assim que as empresas emitem o boleto registrado, não apenas no caso de comprovação do pagamento. Dessa forma, os lojistas podem pagar por um documento que sequer será utilizado pelo cliente, o que é capaz de gerar prejuízo aos negócios.

O boleto sem registro não precisa ser registrado no sistema do banco e, também não exige o pagamento exclusivo em um determinado banco. Também não é obrigatório especificar o valor, a data de vencimento e a pessoa que fará o pagamento. Mesmo sendo mais simples, menos seguro e carente de informações importantes, o boleto sem registro foi o modelo mais utilizado, principalmente pelas lojas online, antes das mudanças propostas pela Febraban. Em 2016, ele representava 40% do total de boletos emitidos diariamente no Brasil e até o final de 2017 essa modalidade não existirá mais.

boleto não registrado

2. Por que o boleto bancário é usado no e-commerce?

A maior parte dos lojistas que trabalham na internet preferem trabalhar com boleto pois ele oferece vantagens muito interessantes para a empresa emissora:

  • Há apenas uma taxa, referente à quitação do boleto, que deve ser paga. Caso o cliente não efetue o pagamento do boleto emitido, não são cobradas as taxas pelo serviço e a empresa poupa o gasto;

3. Então, quais são os riscos e desvantagens do boleto bancário?

Mesmo com tanta flexibilidade, receber pagamentos por meio de boletos não registrados também tem desvantagens e pode trazer alguns riscos.

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), entre 30 e 50% dos boletos emitidos no e-commerce não são pagos pelos consumidores. Na maior parte das vezes, isso acontece pois o consumidor acha um produto com preço interessante em sua loja, emite o boleto, e usa o tempo de vencimento para pensar melhor sobre a compra. Muitas vezes, ele acaba desistindo do produto. E no caso do boleto registrado, além de perder a venda, você também acaba desperdiçando o custo da emissão.

O lojista que emite uma grande quantidade de boletos sem registro precisa de uma conciliação financeira eficiente e rigorosa na loja para confirmar se cada boleto emitido foi efetivamente pago na data combinada com o consumidor. Isso pode gerar muita confusão e acarretar em problemas de estoque para o comerciante.

Além dos problemas de conciliação, é comum que boletos não registrados aumentem o número de fraudes, já que dados do recebedor podem ser alterados, como o valor do boleto, nome do recebedor, dados bancários e a data de vencimento. Como não há um registro no sistema do banco, não é possível conferir esse documento e o lojista acaba perdendo o custo de emissão ou passando por sérios problemas de fraudes no valor do boleto.

É bem possível que você já tenha ouvido falar, ou mesmo tenha passado por situações envolvendo golpes com boletos. Esse tipo de fraude é muito comum e prejudica os lojistas e todo sistema bancário.

Imagine essa situação: um cliente faz checkout no seu e-commerce e o meio de pagamentos escolhido é o boleto bancário. Os boletos que você emite em sua loja não são registrados e, por isso, geram apenas um código de barras que é usado pelo comprador para fazer o pagamento em qualquer banco. Depois de pagar pelo pedido, o cliente espera sua confirmação de recebimento e envio do pedido. Entretanto, ao conferir o recebimento dos seus pagamentos, a quitação desse boleto não é identificada.

Um possível motivo para o “extravio” desse pagamento é um tipo de fraude muito comum no e-commerce. Através de um vírus instalado no computador do consumidor, criminosos fazem alterações no código de barras do boleto bancário sem registro e, dessa forma, alteram os dados do recebedor, desviando o valor para outra conta. Como não há um registro oficial desses dados, é praticamente impossível evitar esse tipo de golpe.

4. Porque a Febraban decidiu implementar o Boleto Registrado?

O alto número de fraudes envolvendo boletos não registrados foi o principal motivo que levou a Federação Brasileira de Bancos a criar a Nova Plataforma de Pagamentos. Além disso, o formato que utilizamos atualmente para fazer cobranças bancárias existe desde os anos 1990, quando o código de barras passou a fazer parte do documento de cobrança e o pagamento passou a ser interbancário (o boleto poderia ser pago em qualquer banco).

É evidente que ao longo de mais de 20 anos vivemos inúmeras mudanças causadas pelas novas tecnologias. Por isso, o sistema financeiro do Brasil entendeu que era o momento para uma atualização na forma como as cobranças acontecem.

Mas as mudanças não vão parar no fim do boleto sem registro. A intenção da Febraban é que, em alguns anos, o boleto bancário impresso como conhecemos seja completamente extinto e todos os pagamentos sejam 100% digitalizados. Já imaginou que mudança chocante?

Vantagens e desvantagens do boleto com registro

Conforme o E-commerce Radar 2017, dos 35,5% de pedidos captados a partir do boleto bancário, apenas 22,9% são aprovados, isto é, grande parte dos títulos emitidos não é pago pelos clientes. Essa situação ocorre por diversos motivos e acaba refletindo em vantagens e desvantagens tanto no caso do boleto simples como em relação ao boleto registrado.

Quando o cliente não paga pelo boleto sem registro, a vantagem é que você não foi cobrado pela emissão do documento, logo, isso não é um prejuízo. A desvantagem ocorre se você, porventura, já entregou o produto ao consumidor antes do pagamento. Nesse caso, sem os dados registrados, a loja perde a possibilidade de protesto.

Já no caso do boleto com registro, a desvantagem é que você paga a taxa na emissão do documento e, caso o cliente não quite o título, acaba desperdiçando o custo da emissão. Porém, você tem os dados registrados e, em situações em que o produto foi entregue com antecedência, existe a possibilidade de protesto do título.

Além disso, o boleto com registro traz outros benefícios, como a facilidade na conciliação financeira. Isso porque, com o boleto simples, essa tarefa exigia muito cuidado e atenção para confirmar se cada boleto emitido foi efetivamente pago na data combinada com o consumidor, o que podia acarretar confusão e até mesmo problemas de estoque para o lojista. Já no modelo registrado, é muito fácil descobrir se o cliente efetuou o pagamento, quando e por qual produto ou serviço pagou.

Também é comum que boletos não registrados aumentem o número de fraudes, já que dados do recebedor podem ser alterados. Como não há um registro no sistema do banco, não é possível conferir esse documento e o lojista acaba perdendo o custo de emissão ou passando por sérios problemas de fraudes no valor do boleto.

Os golpes por meio dessa forma de pagamento são comuns e prejudicam lojistas, consumidores e todo o sistema bancário. Imagine essa situação: um cliente faz checkout no seu e-commerce e escolhe o boleto como meio de pagamento. Você emite um boleto não registrado e, assim, gera apenas um código de barras que é usado pelo comprador para fazer o pagamento em qualquer banco.

O cliente paga o título e aguarda pela sua confirmação de pagamento e, por consequência, pelo envio do pedido. No entanto, ao conferir os seus recebimentos, você não identifica a quitação desse boleto e, assim, começa um processo para entender o problema, que pode até mesmo acarretar em um desgaste na sua relação com o cliente.

Pois bem, um possível motivo para o extravio desse pagamento é um tipo de fraude muito comum no e-commerce. Por meio de um vírus instalado no computador do consumidor, criminosos fazem alterações no código de barras do boleto bancário sem registro e, dessa forma, mudam os dados do recebedor, desviando o valor para outra conta.

Como não há um registro oficial desses dados, é praticamente impossível evitar esse tipo de golpe. O cliente, que pagou pelo boleto, fica insatisfeito, enquanto o lojista fica sem solução para o problema e pode, inclusive, perder a venda.

Foi justamente o alto número de fraudes o principal motivo que levou à criação da Nova Plataforma da Cobrança. Aliada a essa justificativa, também estava a necessidade de atualizar o formato de cobrança, que era o mesmo desde a década de 1990, quando o código de barras começou a fazer parte do documento de cobrança e o pagamento passou a ser interbancário, isto é, pago em qualquer banco.

É evidente que, ao longo de mais de 20 anos, vivemos inúmeras mudanças causadas pelas novas tecnologias. Em relação aos próprios boletos, por exemplo, no passado era necessário ir a um banco para pagá-los. Hoje, é possível fazer isso com poucos toques na tela de um celular. Por isso, o sistema financeiro do Brasil entendeu que era o momento para uma atualização na forma como as cobranças acontecem.

Em comunicado oficial, o diretor-adjunto de Negócios e Operações da Febraban, Walter Tadeu de Faria, afirmou que “a Nova Plataforma da Cobrança trará benefícios para o consumidor e para a sociedade, como a maior facilidade no pagamento de contas vencidas, além de evitar o envio de boletos não autorizados”. No vídeo abaixo, Walter faz o comunicado e fala sobre a nova plataforma no 1º Congresso Nacional de Provedores, em setembro de 2016:

Segundo Walter, novos processos e tecnologias precisavam ser incorporados ao antigo sistema de recebimento de cobranças. Além disso, com o novo sistema, é possível pagar o boleto após o vencimento em qualquer agência bancária. Também são reduzidos os números de inconsistências nos dados, evitando a duplicidade de pagamentos e permitindo a identificação do CPF ou CNPJ do pagador, o que facilita o rastreamento de pagamentos e reduz o número de fraudes.

Assim, com a Nova Plataforma da Cobrança, o sistema de emissão e pagamento de boletos ganha modernização e traz mais segurança e agilidade para todo o sistema bancário. E é bom adiantar que as mudanças não devem parar com a obrigatoriedade do boleto com registro. A intenção da Febraban é que, em alguns anos, o boleto bancário impresso como conhecemos seja completamente extinto e todos os pagamentos sejam 100% digitalizados.

O que muda no dia a dia com a emissão do boleto com registro?

O Banco Central, órgão responsável por regular e fiscalizar as instituições bancárias no Brasil,  estabeleceu normas para as operações com boletos bancários. Entre elas, a obrigatoriedade da inclusão do CPF ou CNPJ do emissor e do pagador, a data de vencimento do título e o valor do documento. Todas essas informações devem ser registradas em tempo real.

Com isso, no momento de pagamento do boleto será realizada uma consulta automática na Nova Plataforma da Cobrança para que as informações sejam conferidas. Se os dados impressos no boleto forem compatíveis com os registrados no sistema, a operação é validada e efetivada. Entretanto, se houver divergência entre os dados, o pagamento não é autorizado e o cliente poderá pagar esse boleto apenas no banco que fez a emissão do título.

Essa conferência é realizada para evitar inconsistências nos pagamentos e lavagem de dinheiro. Além disso, essas validações agregam maior transparência no relacionamento com o consumidor final, pois evitam o pagamento de boletos em duplicidade e aprimoram o controle dos boletos facultativos, conhecidos como boletos de proposta, que são enviados sem a autorização do cliente. Aliás, todos os boletos de cobrança podem ser registrados na Nova Plataforma da Cobrança, menos os boletos de proposta.

Na prática, a empresa emissora deve registrar o boleto antes que os clientes efetuem o pagamento, incluindo obrigatoriamente o nome, CPF ou CNPJ e endereço do cliente. A coleta dos dados fica a cargo da empresa que está emitindo o boleto. Depois, o documento é transmitido ao banco via arquivo de remessa. Com o registro, o consumidor pode pagar o título em qualquer agência bancária.

Em resumo, veja o que muda e o que não muda com a Nova Plataforma da Cobrança:

  • O boleto registrado pode ser pago em qualquer agência bancária, inclusive após a data de vencimento. Com isso, não é necessário emitir a segunda via desses boletos, já que é possível pagá-los mesmo após o vencimento. Ainda em relação aos atrasos na quitação dos títulos, o cálculo para o pagamento é realizado automaticamente pelo sistema da Nova Plataforma da Cobrança;
  • Os pagamentos em duplicidade são evitados com as novas regras, já que uma conferência dos dados é realizada durante a emissão do título. Essa validação das informações também evita inconsistências e lavagem de dinheiro;
  • Os horários-limite de pagamento dos boletos e o layout do arquivo não sofrem alteração, assim como o código de barras. Por isso, não é necessário fazer a troca de leitores óticos e outros softwares;
  • A obrigação de coletar os dados do cliente e de mantê-los atualizados é do e-commerce ou de qualquer que seja a empresa emissora do boleto. Já a tarefa de cadastrar a empresa beneficiária na Nova Plataforma da Cobrança é da instituição financeira;
  • As empresas podem emitir os boletos em seus sistemas próprios de cobrança;
  • Para emitir boletos de proposta, a empresa precisa da autorização prévia do cliente e é necessário utilizar o formato específico para este tipo de boleto;
  • O banco pode aplicar outras taxas, como registro, liquidação, permanência e baixa do boleto;
  • Em caso de inconsistências, estornos automáticos serão forçados;
  • Fraudadores serão bloqueados imediatamente em toda a rede bancária caso uma fraude seja identificada;
  • Os juros, as multas e os descontos serão limitados por um padrão dos bancos;
  • Qualquer edição no boleto deve ser registrada junto ao banco, por meio de um arquivo de remessa. No dia seguinte, o arquivo retorno deve ser processado, observando possíveis inconsistências.

Faça a emissão de boletos registrados com a Wirecard

Como você viu neste artigo, a cobrança durante a emissão do boleto — e não após o pagamento — é o principal ponto de debate para os lojistas, que têm receio de ter prejuízo, já que grande parte dos consumidores acaba não quitando o título.

A boa notícia é que a Wirecard manteve a cobrança apenas por boletos pagos! Isso quer dizer que, mesmo com as novas regras da Febraban, os e-commerces que utilizam a nossa solução só pagam as taxas se o cliente realizar o pagamento, sem prejuízos.

Se você ficou com alguma dúvida ou quer saber mais sobre o serviço de emissão de boletos da Wirecard, deixe seu comentário ou entre em contato com a nossa equipe. Nós estamos à disposição para ajudar!

Entenda como seu negócio é afetado pela centralização de liquidações financeiras proposta pelo BACEN

*Artigo atualizado em 15/08/2017.

A partir do dia 28 de setembro de 2018 todas as liquidações financeiras realizadas por cartão de crédito deverão ser controladas por uma instituição autorizada pelo Banco Central como a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), de acordo com a Circular 3.842. A regulamentação de marketplaces (que começou a ser discutida em 2013) deve impactar alguns players do mercado de e-commerce que participam do fluxo de pagamentos de terceiros, entre eles marketplaces. Quem não se adequar será proibido de processar transações por cartão de crédito.

Para entender melhor a Regulamentação dos marketplaces, olha os vídeos que a Wirecard preparou:

https://www.youtube.com/watch?v=uDoEYf3mF4M

Perdido com a regulamentação? A Wirecard pode te ajudar!



Com a centralização da liquidação, o Banco Central pretende diminuir o chamado Risco Sistêmico, quando uma das partes da cadeia entra em colapso financeiro, afetando os demais envolvidos. Esse risco acontece em alguns marketplaces e subadquirentes, nos quais o comprador paga a plataforma que por sua vez repassa os valores aos seus lojistas, liquidando créditos de seus estabelecimentos em suas próprias contas de pagamento. “Dessa forma, o Marketplace fica no meio da transação de pagamento e o Banco Central os interpreta como instituições e pagamento”, explica Igor Senra, CEO da Wirecard, facilitador de pagamento.

É importante salientar que a regulação não foi desenvolvida visando alcançar diretamente os marketplaces, mas eles acabaram sendo alcançados porque intermedeiam o fluxo financeiro entre o comprador e o vendedor (destinatário final do pagamento). “Nesse sentido, toda instituição que intermediar esse fluxo de pagamentos deverá se adequar a regulação do Banco Central”, diz Igor.

Em nota divulgada ao E-Commerce Brasil, o Banco Central declarou que a regulamentação traz avanços para o setor, já que nivela os participantes do mercado nas mesmas condições de concorrência e reduz barreiras de entrada decorrentes da atuação verticalizada de alguns agentes. “Além disso, elimina as ineficiências trazidas pela existência de múltiplos prestadores de serviço de compensação e de liquidação para um mesmo arranjo de pagamento”, descreve a nota.

Para que a medida seja cumprida de forma eficaz, o Banco Central estabeleceu que as bandeiras de cartão (Visa, MasterCard, Amex, Hipercard, etc) sejam responsáveis por garantir que os marketplaces e demais instituições de pagamentos liquidem os pagamentos dentro da grade única de liquidação na CIP (Câmara Intermediária de Pagamentos). “Isto é, os Marketplaces vão passar a pagar os seus lojistas através dessa câmara de liquidação, o que dará maior visibilidade e poder de controle ao Banco Central”, ressalta Senra.

Renato Rocha, Vice-Presidente da Visa também acredita que a regulamentação vai ampliar a segurança para os varejistas. “Acreditamos que a regulamentação trará mais segurança para os recebimentos dos lojistas, já que eles conseguirão definir onde querem receber os créditos”, disse Renato. Além de considerar a regulamentação positiva, a Visa está investindo no trabalho consultivo de apresentar as mudanças aos seus parceiros (marketplaces, subadquirentes, e demais empresas). “Estamos reunindo essas empresas para explicar o funcionamento das regras para que todos analisem as melhores opções e consigam se adequar. Também pretendemos simplificar o contrato de adesão com a Visa”, disse Rocha.

Perdido com a regulamentação? A Wirecard pode te ajudar!



A situação pode ficar mais complicada no caso das empresas de compra coletiva, como Peixe Urbano e Groupon. Segundo informações do Brazil Journal, parte do faturamento destas empresas são os vouchers que o cliente compra, mas não resgata. Segundo declaração de Vitor Magnani, executivo do iFood ao Brazil Journal, “90% do setor não estava sabendo da regra e não começaram a se adequar”. Ainda segundo dados do site, o iFood está liderando um grupo de trabalho para mostrar ao Banco Central alguns problemas que a nova regra pode causar. Segundo Magnani, o regulador já se mostrou sensível a fazer mudanças se a implementação da nova regra se mostrar muito onerosa.

Para Felipe Matos, fundador da aceleradora Startup Farm e Diretor Executivo grupo de advocacy Dínamo, os custos de conexão com a CIP podem variar conforme o volume de transações, além de haver um custo único por transação (que é inferior a um centavo, na ordem de R$ 0,006 por registro). Além disso, o marketplace deve manter uma conta de liquidação junto a uma instituição conectada ao Banco Central, normalmente um Banco, que poderá cobrar pela prestação desse serviço. “O Banco Central se mostrou sensível a estas empresas e disse estar atuando junto a CIP a fim de possibilitar um acesso com custos diferenciados para essas empresas, mas informou não poder garantir que não haverá incremento de custo. Com o ganho de escala, os custos de transações tendem a cair, sendo amortizados ao longo do tempo”, aponta.

A CIP declarou ao E-Commerce Brasil que está se preparando, junto com o mercado, para que o sistema entre em funcionamento no dia 28 de setembro. “Atualmente, estamos na fase de homologação da solução com o mercado”, disse Aldo Chiavegatti, Superintendente de Infraestrutura do Mercado Financeiro.

Ainda segundo a CIP, os manuais técnicos foram disponibilizados aos participantes por meio das Associações (Febraban, ABECS, ABO2O, Camaranet, Abranet etc).

Entenda melhor a regulação no infográfico abaixo.

Confira declaração do Banco Central na íntegra:

Esclarecimento sobre a liquidação centralizada dos arranjos de pagamento

A implementação da liquidação centralizada de transações de pagamento no âmbito dos arranjos de pagamento, que foi definida em setembro de 2015 e passaria a valer a partir de 4 de setembro de 2017 traz vários avanços para este setor e os consumidores brasileiros. Em julho de 2017 a data limite foi alterada para 28 de setembro de 2018. A medida nivela os participantes desse mercado nas mesmas condições de concorrência, reduzindo barreiras de entrada decorrentes da atuação verticalizada de alguns agentes. Além disso, elimina as ineficiências trazidas pela existência de múltiplos prestadores de serviço de compensação e de liquidação para um mesmo arranjo de pagamento.

Os participantes desses arranjos, por exemplo, tinham de se conectar com diversos sistemas, com conexões específicas e formatos de mensagem específicos para cada um deles. Com os ganhos de escala, advindos dessa medida, os participantes do mercado poderão ter a redução significativa dos custos individuais das transações.

Os subcredenciadores, empresas que intermedeiam as operações de pagamento entre comerciantes e credenciadoras de cartões, deverão se adequar às novas regras no âmbito dos arranjos e instituições de pagamentos, como a centralização da liquidação das transações de pagamento. Embora o Banco Central não regule diretamente essas instituições, considerando que a prestação de serviço de pagamento é uma atividade de interesse público – o prestador lida com o dinheiro dos consumidores e dos estabelecimentos comerciais – foi necessário enquadramento nos arranjos.

Antes da regulamentação para marketplaces do BC, muitos subcredenciadores atuavam no mercado sem caracterização específica na cadeia de pagamentos, como se fossem simples estabelecimentos comerciais. Algumas empresas marketplaces – que trabalham com plataformas para aproximar compradores e vendedores (de produtos ou serviços), geralmente pela internet – atuam também como subcredenciadores e, no exercício desta atividade, devem seguir as novas normas de arranjos de pagamento. As outras atribuições dessas plataformas, no entanto, não são alcançadas pela regulação do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

Os arranjos e instituições de pagamento passaram a ser regulados pelo BC a partir da edição da Lei nº 12.865, de 9 de outubro de 2013. Desde então têm sido empreendidos esforços regulamentares com vistas à construção de um ambiente de pagamentos de varejo mais competitivo, seguro e eficiente. A liquidação centralizada de transações de pagamento é uma das ações nesse sentido.

Apesar de o BC não requerer autorização específica para atuar como subcredenciador, o que reduz os custos regulatórios desses agentes, a prestação de serviços de pagamento por si só faz com que essas empresas estejam sujeitas a algumas regras. Algumas delas decorrentes da regulação do BC, outras decorrentes de lei, a exemplo das regras de prevenção à lavagem de dinheiro e de combate ao financiamento ao terrorismo.

Assim, cabe à instituição que presta algum serviço de pagamento identificar seu enquadramento e observar o cumprimento desse conjunto de normas. Cabe ressaltar que, em toda a sua atuação, o BC tem mantido contato com os agentes integrantes do SPB. Isso também se aplica aos subcredenciadores, inclusive aqueles que também atuam como marketplaces.

Perdido com a regulamentação? A Wirecard pode te ajudar!



Vale destacar que a atuação do BC não se pauta pela manutenção de modelos de negócio que beneficiem apenas o interesse de agentes privados, mas por modelos de negócio que, ao agregar inovação, agreguem aos interesses dos usuários finais (pagadores e recebedores) e da sociedade de forma geral. O BC está atento a essas questões e continuará atuando por um funcionamento seguro e eficiente do SPB, sempre procurando garantir a modernização do mercado.

Como funciona o fluxo de recebimento de pagamento de um lojista hoje dentro dos Marketplaces?

Existem basicamente dois modelos:

Marketplace intermediário de pagamento: comprador paga diretamente ao Marketplace que repassa o valor conforme combinado com o vendedor. As transações  entre um cliente, um aplicativo e o banco acontecem por meio de TEDs e DOCs.

Marketplace que usa Split (divisão) de pagamento: Na origem da transação o pagamento é dividido: o valor referente a comissão do Marketplace vai diretamente para o Marketplace e o valor líquido do vendedor vai para o vendedor.

Dado esses dois modelos, fica claro que o primeiro será alcançado pela regulação do Banco Central. O outro modelo, como não intermedeia o fluxo de pagamentos não tem com o que se preocupar, visto que a atividade de pagamento está sendo realizada pela instituição de pagamentos (facilitadores e subadquirentes) responsável pelo Split.

O que significa estar na grade única da CIP*?

A CIP é a Câmara Interbancária de Pagamentos, que, como falamos, faz parte do STR. Entre os serviços que eles prestam está o SILOC que é o Sistema de Liquidação Diferida das Transferências Interbancárias de Ordens de Crédito. Por meio dele são feitas as liquidações de débito e crédito de cartões. Muito resumidamente, para cada transação feita com um cartão, a CIP receberá informações do valor devido pelo emissor do cartão ao adquirente e pelo adquirente ao estabelecimento comercial (ou ao Subadquirente) – a partir destas informações ocorre a liquidação que, grosso modo, consiste em pagar o valor devido para cada parte.

A ideia é bem simples quando pensamos em uma única transação, mas o sistema é um pouco mais complexo porque todos os dias milhões de transações são liquidadas – isso significa cruzar as informações de todas elas, para que ao final cada um receba aquilo que lhe era devido. Convém lembrar também que um mesmo player pode ocupar mais de uma posição na cadeia. Um banco por exemplo, pode ser Instituição Domicílio (isto é, a instituição na qual são depositados os valores recebidos pelos estabelecimentos comerciais) e Emissor do Cartão.

Há duas formas de integrar com a CIP para participar da grade única. (i) participar como membro principal; (ii) participar como membro administrado;

Na primeira o Participante do Arranjo (seja ele um Adquirente ou Facilitador de Pagamentos) envia seus próprios arquivos com todas as informações das transações para a CIP. Na segunda o Participante do Arranjo é representado por outro participante que fica encarregado de enviar seus arquivos.

Em ambos os casos é preciso integrar os arranjos das bandeiras com as quais se pretende transacionar e ser capaz de gerar os arquivos que serão enviados. Como membro principal é necessário também ter a infraestrutura para se conectar com a CIP e enviar/receber esses arquivos.

 

O que os Marketplaces devem fazer para atender a essas novas regras?  

Existem basicamente dois caminhos:

1)Fazer a integração sozinhos seguindo os seguintes passos:

  • Assinar um contrato com cada um dos instituidores, tais como: MasterCard, Visa, Amex, Elo, Hiper, Hipercard, etc.
  • Assinar com a CIP, a CIP é a câmara escolhida para liquidação dos arranjos;
  • Contratar um banco liquidante, banco que liquidará as transações na CIP em nome do Marketplace;
  • Ajustar seus contratos com os Vendedores do Marketplace visto que o certamente o contrato de hoje não levava em conta esse novo processo;
  • Diariamente gerar, transmitir (enviar, receber e tratar arquivos no layout exigido da CIP) e liquidar – É possível terceirizar parte ou a totalidade dessas atividades;
  • Contratação de infraestrutura de comunicação (Só tem dois players e precisa de redundância)
  • Certificado digital específico – Criptografia específica para a CIP

2) Utilizar um player de pagamento já regulamentado pelo Banco Central

 

Perdido com a regulamentação? A Wirecard pode te ajudar!



Adaptado de Ecommerce Brasil

Veja como transformar o Instagram na vitrine do seu e-commerce

Se uma imagem vale mais que mil palavras, uma foto do seu produto vale mais que muitos cupons de desconto. E é por isso que o instagram se tornou uma ferramenta poderosa de atração e fidelização de clientes para e-commerces. Nesse texto você irá aprender como investir no Instagram para e-commerces e lucrar com essa alternativa.

Então me diga: você gostaria de ter uma base de seguidores que te recomendam e que estão a disposição para fornecer feedbacks sobre os seus produtos? É interessante para você atrair centenas de consumidores bem segmentados para o seu e-commerce? Você deseja ter uma marca reconhecida no seu nicho de mercado? Esse texto é sobre isso. Vamos começar?

Para começar, o Instagram em números…

O Instagram é uma rede social de compartilhamento de imagens exclusiva para usuários de smartphones. Ele permite que pessoas e marcas divulguem suas fotos e vídeos com diferentes filtros e bordas, com duração ilimitada ou por apenas um dia. E ainda possui as funções curtir, comentar, seguir e enviar uma mensagem privada, permitindo que seus usuários interajam entre si dentro da própria rede.

Sem dúvidas o Instagram é uma das maiores redes sociais existentes. Recentemente, o aplicativo divulgou em sua página de novidades que já ultrapassou os 600 milhões de usuários, sendo 100 milhões apenas nos últimos seis meses.
E para ajudar você a entender esse acelerado crescimento e como ele pode ser útil para o seu e-commerce, nós separamos alguns dados divulgados pelo Facebook:

instaconect

O Instagram também divulgou que recebe 1.000 comentários e 8.500 curtidas por segundo. O que torna o aplicativo 15x mais engajador que o Facebook.

Para você ter uma ideia do tamanho da rede, mais de 16 bilhões de fotos já foram compartilhadas no Instagram até o momento. E de acordo com um relatório do Pew Research Center, o Instagram é utilizado por 26% de todos os adultos que utilizam a internet.

Definitivamente, o Instagram é como uma rua de comércio abarrotada com 600 milhões de consumidores, que passam 257 minutos por mês caminhando entre as lojas. Se o seu e-commerce tivesse a oportunidade de expor os seus produtos nessa rua, você faria uma vitrine fantástica ou fecharia as suas cortinas?

Como funciona o Instagram para e-commerces?

O Instagram tem tudo a ver com e-commerce. Em 2016, o Facebook pesquisou e descobriu que 80% dos entrevistados afirmam que já fizeram uma compra inspirados no que viram no Instagram. Desses, 84% compraram em lojas virtuais.

instaconect

Apesar disso, muitos e-commerces ainda não estão no Instagram. Mas por que será?

Os motivos costumam ser:

  • As contas não crescem e a equipe desiste;
  • É muito trabalhoso executar as técnicas de interação diariamente;
  • Foca o seu tempo e dinheiro em outras redes sociais;
  • Não sabe o que fazer no Instagram;

De todos os motivos citados que resultam no abandono do Instagram pelos e-commerces, nós destacamos a execução das técnicas de interação, porque é ela que geralmente causa os outros motivos, como o não crescimento das contas.

As estratégias mais utilizadas pelos vendedores são as que envolvem comentar e curtir as fotos dos usuários e, muitas vezes, seguir os perfis esperando que eles sigam de volta. Essa técnica, como você deve imaginar, exige muitas horas de dedicação. Isso sem falar que é preciso voltar no dia seguinte para deixar de seguir aqueles que não seguiram de volta. E, quem sabe, enviar uma mensagem privada para os mais engajados, tentando esquentar a relação com um possível cliente.

Sem dúvidas, o processo de construção da marca é o que mais incomoda, pois as técnicas precisam ser realizadas diariamente, em diferentes horários, manualmente, e nem sempre trazem um resultado imediato.

As estratégias mais utilizadas pelos e-commerces no Instagram são:

Para obter mais seguidores:

  • Compartilham as suas publicações do Instagram nas suas outras redes, como Facebook e Twitter;
  • Gastam muitas horas comentando e curtindo as fotos dos seus potenciais clientes;
  • Utilizam hashtags do seu nicho de mercado para serem encontrados pelos seus públicos de interesse;
  • Despendem horas seguindo as contas de potenciais compradores e, no dia seguinte, investem ainda mais tempo parando de seguir os que não interagiram com a marca;
  • Criam e seguem uma identidade, com cores e padrões específicos da marca.

Para obter mais curtidas e comentários:

  • Postam fotos dos seus produtos em situações inusitadas ou que surpreendam a audiência;
  • Pedem feedbacks sobre seus produtos e serviços utilizando os recursos visuais como fotos, vídeos, histórias e outros;
  • Utilizam suas fanpages no facebook para descobrir os horários de maior interação do seu público e postam no Instagram de acordo com estes horários.
  • Inserem um call to action em suas publicações;
  • Utilizam hashtags de alto volume para terem suas publicações encontradas por um número maior de usuários;
  • E novamente, gastam muitas horas comentando e curtindo as fotos dos seus potenciais compradores.

Para obter mais visitas na loja:

  • Inserem o link de acesso a loja no seu perfil (único local possível para inserir um link no instagram);
  • Gastam muitas horas enviando mensagens privadas para os seus potenciais compradores;
  • Inserem o link de acesso a loja em imagens, esperando que os clientes digitem no navegador;
  • Investem em anúncios que direcionam os usuários para as suas lojas virtuais.

Como você deve ter percebido, uma boa estratégia no Instagram pode se tornar muito lucrativa para o seu e-commerce, mas exige um esforço manual diário da sua equipe de marketing, que precisa ser levado em consideração na hora de decidir investir ou não na rede social que mais cresce atualmente.

Para ajudar você a começar (e continuar) no Instagram, nós também reunimos as ferramentas mais utilizadas pelos e-commerces para gerir suas contas no aplicativo, e driblar as dificuldades de falta de tempo, falta de produtividade e falta de retorno. Confira:

Para controlar os números da sua conta no Instagram:

O Google Apps Script permite que você extraia os números da sua conta (como seguidores) e salve em uma planilha virtual do Google. Se você não possui conhecimentos para configurar, é só seguir o passo-a-passo.

Para criar uma identidade, com cores e padrões específicos da marca:

Para quem não consegue produzir fotos e tratar imagens em alto volume, o Canva possui diversos modelos de publicações editáveis, o que permite que você crie posts agradáveis, de forma rápida, e mesmo sem nenhum conhecimento de design.

Para descobrir as melhores hashtags:

O Keyhole é um dos aliados na hora de buscar as melhores hashtags para o seu negócio. Aumente a interação utilizando hashtags de alto volume, e cresça o número de seguidores ao utilizar hashtags relacionadas ao nicho.

Por fim, para automatizar o processo de curtir, comentar, seguir, parar de seguir e enviar mensagem para os potenciais compradores:

Lembra que o principal problema para posicionar uma marca no Instagram eram as atividades diárias e manuais que isso exigia? O InstaConect economiza o seu tempo, pois ele mesmo realiza as atividades manuais de curtir, comentar, seguir, parar de seguir e enviar mensagem para os seus consumidores em potencial, de forma natural e intuitiva.

instaconect

E por fim…

Agora que já ficou claro quantos são e quem são os usuários do Instagram, e também como eles se comportam em relação ao consumo, as perguntas que você precisa responder antes de iniciar ou prosseguir com a sua estratégia de Instagram são:

  • Estou disposto a desenvolver e manter uma vitrine para a minha loja virtual?

Conheça o e-commerce com faturamento milionário fundado por um empreendedor de 16 anos

Alezi Goulart, CEO da Nerd Universe, compartilha sua história e experiências recebendo pagamentos com a Wirecard

O propósito da Wirecard é fazer dos empreendedores a força de prosperidade da nossa sociedade e, por isso, trabalhamos todos os dias para simplificar a vida financeira dos nossos clientes. Pensando em contar as histórias de sucesso de empreendedores que “chegaram lá”, e como a Wirecard participou dessa jornada, criamos a série Cases da Wirecard – O que podemos fazer pelo seu negócio?.

No primeiro vídeo, Alezi Goulart, CEO da Nerd Universe, conta sobre como foram os primeiros passos de seu projeto, quais os desafios superados e aprendizados acumulados. Além disso, fala sobre a experiência positiva que teve recebendo pagamentos com a Wirecard ao longo dos últimos 4 anos. Acompanhe no vídeo abaixo o depoimento e algumas das suas dicas sobre empreendedorismo!

A jornada de Alezi começou aos 16 anos, quando largou o Ensino Médio para fundar e tocar sozinho uma operação de e-commerce. Alezi conta que, com as ferramentas corretas, chegou a um faturamento milionário em poucos meses.

“O primeiro grande problema que eu tive foi referente às plataformas. A gente tinha plataformas muito limitadas na época. Em 2013 a minha plataforma não permitia ter a Wirecard e eu queria isso pois sabia que aumentaria minha conversão.”

Estratégias assertivas de marketing digital, uma plataforma de e-commerce robusta, com uma ótima experiência para o consumidor e um sistema de recebimento de pagamentos confiável e eficiente são alguns segredos do sucesso da Nerd Universe.

Que tal conversar com nossos consultores e contar como a Wirecard pode te ajudar? Estamos doidos para saber!
case nerd universe - cta

Nova regra do rotativo do cartão de crédito começa a valer hoje

A partir desta segunda (03/04/2017), quem não tem dinheiro suficiente para pagar toda a fatura do cartão de crédito pode passar, no máximo, um mês no crédito rotativo. Depois disso, o valor atrasado deverá ser pago ou parcelado em uma linha de crédito que cobra taxas de juros mais baixas.

Até então, o crédito rotativo era conhecido como o vilão dos empréstimos, por cobrar taxas que chegavam a 490% ao ano, enquanto o crédito parcelado, por exemplo, cobrava 160% ao ano, em média.

Receba dicas de como vender mais no seu e-commerce



Contratado automaticamente quando o cliente não paga o valor total da fatura do cartão, o rotativo é um dos grandes responsáveis pelo superendividamento de consumidores. Com a nova regra, o governo federal obriga as pessoas a saírem da bola de neve do crédito rotativo, limitando o período do empréstimo.

Assim, a expectativa é que os bancos passem a cobrar juros menores no rotativo, porque as chances de levarem calote diminuem. A partir de hoje, cada banco oferece condições diferentes de crédito parcelado, para quem chegar ao limite de 30 dias no rotativo (confira abaixo as regras de cada um).

Fuja do rotativo

Apesar do crédito rotativo ficar mais barato para consumidores, ele continua sendo um empréstimo caro, segundo especialistas. “As condições estão melhores do que antes, mas o rotativo ainda é muito perigoso”, alerta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Utilizar o cartão de crédito descontroladamente é o primeiro passo para não conseguir pagar a fatura integral e cair no rotativo. Segundo uma pesquisa feita pelo aplicativo de finanças GuiaBolso, os brasileiros pagam 41% de todos os seus gastos com cartão de crédito e estão usando mais o cartão para pagar as contas cotidianas da casa, o que é um perigo.

“É sempre melhor pagar à vista. As pessoas só deveriam usar o cartão em emergências, para excepcionalmente comprar produtos de alto valor ou quando não dá para pagar de outro jeito, em compras online, por exemplo”, ensina Thiago Alvarez, fundador do GuiaBolso.

Se chegou ao ponto de você não conseguir pagar o valor total da fatura, fuja do rotativo. Prefira negociar com o banco um empréstimo mais barato para pagar integralmente a fatura, como um consignado ou um empréstimo pessoal. Precisando de dinheiro? Veja com a Just Online como ter empréstimo pessoal com taxas a partir de 2,8% ao mês Patrocinado

“Usar o rotativo não deveria ser uma opção em nenhum momento. É sempre melhor procurar uma alternativa com juros menores”, aconselha o educador financeiro Rafael Seabra, autor do livro Quero ficar rico.

As novas regras em cada banco

Veja as condições de parcelamento da fatura do cartão oferecidas por cada banco:

Banco do Brasil

O Banco do Brasil reduziu em 4 pontos percentuais ao mês as taxas de juros do crédito rotativo. Depois dos primeiros 30 dias no rotativo, o cliente pode escolher a condição de parcelamento da fatura que preferir. Se ele não procurar o banco, o parcelamento será feito automaticamente, em 24 meses.

O valor do pagamento mínimo da fatura passa a ser composto pelo saldo não pago da fatura anterior, somado aos juros do rotativo, mais 15% do valor dos gastos do mês e o valor das parcelas de financiamentos de faturas anteriores, se existirem.

Itaú

O Itaú Unibanco vai cortar os juros mensais do rotativo do cartão de crédito em 4 pontos percentuais, em média. As nova faixa de juros passará a ser de 1,99% a 9,90% ao mês, dependendo do histórico de pagamentos de cada um dos clientes.

Depois dos primeiros 30 dias no rotativo, o cliente que não pagar o valor atrasado da fatura tem três opções: pagar o mínimo da nova fatura, parcelar a nova fatura em até 24 vezes ou financiar o saldo da fatura em 12 parcelas iguais, com juros iguais aos praticados no parcelamento comum (de 0,99% a 8,90% ao mês).

Santander

O Santander vai parcelar automaticamente o saldo remanescente do rotativo de seu cartão de crédito de 4 a 18 vezes, com juros que irão variar de 2,99% a 9,99% ao mês, de acordo com o perfil e as necessidades financeiras do cliente.

Além disso, o valor do pagamento mínimo da fatura será composto pelo porcentual de 15% sobre os novos gastos e por parcelas de financiamentos de faturas anteriores, se houver.

Bradesco

O Bradesco acabou com o crédito rotativo e manteve apenas o crédito parcelado. O banco vai cobrar taxas de juros entre 3,6% e 9,8% ao mês, dependendo do perfil do devedor.

O valor do pagamento mínimo da fatura será composto pelo valor da parcela mais 15% das compras realizadas no mês.

Caixa

O cliente da Caixa poderá escolher se quer parcelar o valor da fatura em 4, 8, 12, 16, 20 ou 24 meses. As taxas do crédito parcelado variam de 3,30% ao mês a 9,90% ao mês.

 

Via Exame

Com apoio do Moip, Nuvem Shop divulga o relatório anual de comércio eletrônico

O ano de 2016 não foi tranquilo para a economia brasileira e isso não é novidade pra ninguém, não é mesmo?

Entretanto, para o comércio eletrônico, 2016 foi um ano muito feliz! Confirmando a expectativa de especialistas e surpreendendo os profissionais que estavam desestimulados diante do contexto econômico, “tudo acabou bem”: a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) registrou um faturamento de R$ 53,4 bilhões em 2016. Trata-se de 19% a mais do que o previsto pelo Ebit, uma diferença bastante significativa.

Mas quais são os números detalhados por trás desse resultado?

A Nuvem Shop, uma das principais plataformas para e-commerces do Brasil, acaba de lançar o NuvemCommerce: relatório anual de comércio eletrônico – 2016, um estudo que analisa esse que é um dos principais segmentos da economia brasileira. O relatório traz dados exclusivos relacionados aos lojistas da plataforma. Entre outras informações, é possível conhecer o desempenho das vendas, as preferências do público, os principais segmentos e as iniciativas de marketing mais populares dentro do segmento.

Seja você um lojista de e-commerce ou profissional de áreas relacionadas, é importante estar por dentro do que tem acontecido no comércio eletrônico a nível nacional e global, além de se preparar para crescer com as futuras tendências e aproveitar ao máximo o potencial do seu negócio.

O relatório é gratuito e está disponível para download pelo link:

botao

Wirecard e Omnichat firmam parceria que oferece solução de vendas via Whatsapp e Facebook Messenger

Wirecard Brasil foi a parceira de pagamentos escolhida pela Omnichat, plataforma com foco em vendas por canais de comunicação online – os chamados chats, como o Whatsapp e Facebook Messenger.

A solução inovadora da Omnichat traz ao mercado a automatização e possibilidade de vendas através destes canais que, até então, eram utilizados por consumidores apenas para tirar dúvidas sobre seus pedidos. Agora, além da possibilidade de comunicação com os clientes, lojistas poderão finalizar pedidos através destes mesmos canais.

A Omnichat viu no mercado a urgência de lojistas atenderem os clientes em seus canais preferidos e de forma alinhada a vendas assistidas e um suporte mais rápido para dúvidas sobre produtos. A plataforma possibilita o uso de fotos e resposta em tempo real, sem tirar o cliente do ambiente de comunicação. Ele pode finalizar uma compra sem a necessidade de procurar por outro meio de venda, como o tradicional site de e-commerce ou, se dirigir até uma loja física.

O CEO da Omnichat, Flavio Negrão, comentou que “A Wirecard é a solução de meio de pagamentos ideal para nosso negócio. Precisávamos oferecer aos nossos clientes uma experiência de compra rápida, segura e extremamente fácil de usar. Com a Wirecard nosso cliente em instantes já pode aceitar praticamente todas as bandeiras de cartão de crédito e boleto, ampliando sensitivamente sua conversão de vendas.”.

É no momento de conclusão da venda que a Wirecard entra em ação, gerando um carrinho de compras que é aberto no próprio aplicativo de chat, já com o produto inserido e valor de frete calculado. O cliente só precisa colocar seus dados de cartão, dados pessoais e dados de entrega.

“A Wirecard está muito feliz em apoiar uma solução tão inovadora como esta. Estamos certos de que o impacto deste produto no mercado trará grande valor para qualquer varejista que hoje pensa em incrementar seus canais de vendas e propiciar uma excelente experiência de compra”, comenta Ricardo Grandinetti – gerente da área de parcerias da Wirecard Pagamentos.

Gateway X intermediador de pagamento: como escolher a melhor opção?

Hoje, muitos empreendedores que querem montar um e-commerce têm poucos conhecimentos sobre os meios de pagamento online. Muitos desconhecem como esses sistemas funcionam e quais são as vantagens e desvantagens de cada um. Quem pretende trabalhar com uma loja virtual tem basicamente duas alternativas de meios de pagamento online: o gateway ou ointermediador de pagamento. Ambos podem ser menos ou mais interessantes para diferentes estruturas de lojas virtuais.

Para abrir um e-commerce, o empreendedor não deve seguir a lógica tradicional do ponto comercial. Isso significa que, mais do que montar uma loja em um ambiente virtual, o empreendedor precisa conhecer algumas estratégias de marketing para atrair o seu cliente, além de proporcionar uma experiência de compra inteligente, segura e eficiente para ele.

Um dos maiores desafios dos e-commerces é ganhar a confiança dos clientes que estão habituados à forma presencial de comprar, em lojas físicas, por exemplo. Para driblar as desconfianças, é preciso que a loja virtual demonstre credibilidade e profissionalismo durante toda a experiência do cliente no e-commerce, especialmente quando ele vai “passar no caixa” do mundo virtual.

Empreendedores com experiência em e-commerces sabem que a finalização da compra é um dos momentos mais críticos. É justamente nessa etapa que o chamado abandono de carrinho costuma acontecer. Isso se dá, muitas vezes, pela falta de praticidade e rapidez no processo das compras, que impõem ao consumidor inúmeras etapas e burocracias, antes de que ele possa realizar o momento mágico de autorizar o pagamento. E existem muitos motivos para os carrinhos serem abandonados,

Está mais do que comprovado que, quanto menos cliques na hora de efetuar um pagamento online, maiores são as chances de conversão. Por isso, o ideal é buscar um sistema que priorize a agilidade e a boa experiência ao consumidor e que respeite as capacidades de logística e de investimento do e-commerce.

Se você pretende montar um e-commerce ou migrar sua estrutura física para o ambiente online, vale a pena conferir esses tópicos essenciais para o bom desempenho do seu site!

Como eu escolho o sistema de pagamentos ideal?

Nos últimos anos, o mercado de meios de pagamentos online ganhou uma série de players. Por esse motivo, o empreendedor pode contar com diversas opções na hora de escolher uma empresa que lhe forneça um gateway ou um intermediador de pagamentos. Porém, independentemente da empresa, é importante que o empreendedor digital conheça quais são os tipos de soluções disponíveis no mercado e quais delas se adequam melhor ao seu modelo de negócio.

Se você já conversou com outros empreendedores que possuem um e-commerce, deve ter percebido que dúvidas do tipo: “por quê tantos clientes abandonam o carrinho antes de finalizar a compra? ”, “por quê tantas vendas online são negadas? ”, “por quê o valor demora tanto para ser compensado na conta da empresa? ”, entre outras. Essas dúvidas são muito comuns, e muitas vezes ocorrem porque o empreendedor não conhece detalhes importantes sobre o seu meio de pagamento online, o que acaba gerando frustrações e insatisfações depois que o sistema é implementado.

Para que você não passe por esse tipo de situação, é preciso que você conheça as vantagens e desvantagens de cada meio de pagamento online, para só então escolher o mais adequado ao seu modelo de negócio.

Quando a questão é decidir qual meio de pagamento online é o melhor para o seu modelo de negócio, não existe uma fórmula pronta. Por isso, o ideal é analisar cada meio e as necessidades da sua empresa, antes de partir para a integração.

Gateway de pagamentos: a maquininha virtual de cartões

O gateway de pagamentos nada mais é do que uma forma de processar o pagamento online realizado pelo cliente através do cartão de crédito, débito ou boleto bancário. O gateway, portanto, é a ferramenta responsável por conectar o seu e-commerce aos agentes financeiros, tais como os bancos e as operadoras de cartões. Ele basicamente tem a mesma função das maquininhas de cartão de crédito das lojas físicas.

Essa conexão, no entanto, é feita de forma automática e independente do e-commerce. Na prática, isso quer dizer que o empreendedor precisa efetuar contratos junto às instituições financeiras, além de assumir todos os riscos relativos às transações efetuadas.

A compra online por meio de um gateway de pagamento ocorre em 3 etapas:

Primeiramente o cliente acessa o e-commerce e, ao finalizar sua compra, a loja utiliza o gateway para fazer a cobrança.

Antes de optar por um gateway, no entanto, o empreendedor precisa estar atento à complexidade que envolve a sua operação. Primeiramente, é preciso estar ciente de que para operar um gateway é necessário realizar diversos contratos e integrações. Além disso, o e-commerce arca com uma taxa que recai sob o número de transações efetuadas, independentemente de serem bem-sucedidas ou não.

Como explicamos, o sistema age de forma independente, colocando todos os riscos sob a responsabilidade do e-commerce. Por conta disso, o empreendedor, além de contratar as instituições financeiras e interagir com a adquirente, precisará contar com o auxílio de um sistema de gestão de riscos, para não sofrer as consequências de fraudes e outros problemas relacionados às compras online.

Também será preciso contratar um responsável pela conciliação financeira, que fará todo o controle contábil e de recebimentos de pagamentos na conta da empresa.

O gateway, embora seja uma solução bastante robusta em termos de sistemas de pagamentos, acaba exigindo uma série de contratações de serviços que não estão inclusos, o que torna essa ferramenta bastante cara e difícil de operar, especialmente por pequenos e médios empreendedores, que estão buscando operar um meio de pagamento online com um baixo custo. Dependendo do volume de vendas e do porte do seu e-commerce, vale a pena considerar o uso de um intermediador de pagamentos.

Intermediador de pagamento: uma solução completa

O intermediador de pagamentos é uma ferramenta independente que interliga clientes, adquirentes e lojistas.

O intermediador de pagamentos oferece diversas alternativas de pagamentos online ao consumidor. A cobrança de alguns intermediadores pode ser feita por uma uma tarifa de integração do meio de pagamento ao seu e-commerce, mais uma taxa por cada transação aprovada dentro da loja. A Wirecard, por exemplo, é um intermediador de pagamento com um serviço isento de cobranças para a integração, com as tarifas inclusas apenas no valor transacionado dentro do e-commerce.

Com um intermediador de pagamentos, não existe a necessidade de fazer inúmeros contratos e integrações para começar a operar, como no caso do gateway de pagamento. Com um simples cadastramento na plataforma de vendedor, já é possível colocar o sistema para funcionar.

Além disso, o intermediador conta com a ferramenta do checkout transparente, que livra o cliente dos redirecionamentos de página que dificultam o processo de finalização da compra. O checkout transparente aumenta significativamente as taxas de conversão de um e-commerce, pois garante ao cliente uma experiência de compra inteligente, rápida e sem burocracias.

A grande vantagem é que toda a gestão de riscos, decorrentes de fraudes e repasses de valores, é realizada dentro da própria plataforma dos intermediadores, poupando o empreendedor de ter que pagar para contratar esse serviço à parte que opera com o seu meio de pagamento online.

O intermediador de pagamento é a solução mais efetiva e menos burocrática presente no mercado porque oferece diversos benefícios tanto para o e-commerce quanto para o bolso do lojista.

Pronto para a sua decisão?

Cada e-commerce conta com uma realidade própria, que é determinada a partir do seu nicho de mercado e porte. Justamente por isso, a escolha do melhor sistema de pagamentos deve ser feita de acordo com o modelo do seu negócio. Mas, com certeza, garantir que o funcionamento do meio de pagamentos online seja livre de inúmeras integrações, contratos e gastos desnecessários irá beneficiar (e muito) qualquer e-commerce.

Independentemente da sua escolha, seja ela um gateway ou um intermediador de pagamento, vale a pena investir no meio de pagamentos online que te ofereça menos custos e burocracias, e mais funcionalidades. Isso faz toda a diferença no desempenho de um e-commerce que busca oferecer a melhor experiência de compra para os clientes.

Se você quer entender mais a fundo as diferenças entre um gateway e um intermediador de pagamento, baixe o nosso E-Book gratuito! Ele irá esclarecer diversos pontos importantes sobre esses dois sistemas de pagamentos!

Esse post foi útil para você? Então que tal conhecer mais sobre o intermediador de pagamento e a Wirecard? Clique aqui e saiba mais!

Adquirente x subadquirente: entenda a diferença e escolha a melhor opção para o seu negócio

De acordo com o E-commerce Radar 2017, mais de 60% dos pedidos captados no comércio eletrônico brasileiro são realizados com cartão de crédito. Assim, mais do que um diferencial, oferecer a opção de pagamento em crédito e débito é um requisito para ter sucesso nesse segmento. E é aí que surge a importância de saber o que é subadquirente, adquirente e a diferença entre elas!

Esses dois conceitos, bem como as bandeiras, o gateway de pagamentos e os bancos emissores de cartão, estão envolvidos no processamento dos pagamentos. Eles têm distinções em suas funcionalidades e nas taxas praticadas e, por isso, é essencial conhecer cada um para escolher a opção que se adapta melhor ao perfil do seu negócio e às suas necessidades.

Afinal, sem entender qual é a responsabilidade de cada parte ao processar os pagamentos no seu e-commerce, você pode acabar escolhendo uma opção que traga prejuízo ou que não ofereça uma boa experiência ao seu cliente, fatores críticos para a competitividade do seu negócio.

Por isso, elencamos neste artigo todos os meios de pagamento para ajudar você a ter mais assertividade ao escolher a alternativa ideal para a sua loja online. Vamos lá? Acompanhe!

O que é um adquirente?

A adquirente é a ferramenta responsável por processar o pagamento tanto no e-commerce quanto nas lojas físicas, fazendo a comunicação entre os estabelecimentos comerciais, as bandeiras e os bancos emissores dos cartões. Alguns exemplos de adquirentes disponíveis no mercado são a Cielo, a Rede, a Stone e a GetNet, as líderes deste segmento.

No comércio eletrônico, a adquirente faz o seu papel a partir do momento em que o cliente insere os dados do seu cartão para fazer a compra. Com esses dados, a adquirente entra em contato com as bandeiras, que, por sua vez, verificam com os bancos emissores do cartão se o cliente tem saldo, no caso do débito, ou limite, no caso do crédito.

Caso tenha saldo ou limite disponível, a adquirente recebe a informação de que a transação foi aprovada e, assim, libera a compra. Toda essa comunicação entre adquirentes, bandeiras e bancos emissores ocorre em poucos segundos, em um processo que nem mesmo é perceptível pelo cliente.

Após a finalização da venda, o pagamento é feito ao e-commerce em até 31 dias e, em caso de parcelamento, o recebimento pode ser à vista ― por meio da antecipação de recebíveis ― ou conforme o pagamento das parcelas, o que depende do contrato fechado com a adquirente ou com o intermediador de pagamentos. Já no pagamento com débito, a transferência costuma ocorrer de imediato.

Para fazer esse processo, as adquirentes cobram uma taxa por transação, que pode variar entre 2% e 6%, dependendo da empresa, das funcionalidades do plano contratado e também da forma de pagamento escolhida pelo cliente. As taxas mais altas são aplicadas às compras parceladas, enquanto as mais baixas são as praticadas no débito ou no crédito à vista.

Além de fazerem a cobrança por transação, as adquirentes também são conhecidas pelo aluguel das maquininhas de cartão de crédito e débito utilizadas pelas lojas físicas. Neste caso, o uso é cobrado mensalmente, com preços que giram em torno de R$ 100, dependendo da marca e do plano.

De forma geral, o principal ponto positivo de trabalhar com uma adquirente é o custo por transação, que costuma ser menor do que o aplicado por outros meios de pagamento e, assim, acaba aumentando a margem de lucro do lojista. Além disso, esse tipo de serviço também não costuma cobrar taxa de adesão, uma vantagem principalmente para e-commerces que estão em início de operação.

Porém, entre os pontos negativos está a falta de serviços de gateway, serviço responsável por conectar o e-commerce aos meios de pagamento, e de antifraude integrados, o que pode deixar o checkout mais suscetível a erros e fraudes. Esse é um grande risco considerando que o Brasil tem 3,6 fraudes por minuto envolvendo o pagamento com cartão de crédito e débito na internet.

Dessa forma, se você optar por uma adquirente, o ideal é contratar também um serviço de gateway de pagamentos e outro para proteção contra fraudes, a fim de garantir a segurança dos dados dos seus clientes e a do seu próprio e-commerce. Além disso, o serviço de boleto bancário precisa ser contratado à parte, caso você deseje oferecer essa forma de pagamento aos seus consumidores.

Assim, ao decidir contratar uma adquirente, lembre-se de adquirir também esses outros serviços e de analisar qual é a empresa que oferece as taxas mais atrativas e que disponibiliza as principais bandeiras de cartão. É importante fazer essa avaliação considerando o seu modelo de negócio.

Existem e-commerces, por exemplo, em que a maioria das vendas é feita de forma parcelada. Nesse caso, vale conferir qual é a menor taxa para esse tipo específico de pagamento, já que as taxas para venda no crédito à vista podem até ser menores, mas isso acabaria não favorecendo esse tipo de loja online.

O contrário também pode acontecer, por isso, avalie sempre o que mais compensa especificamente para o seu e-commerce.

adquirente ou subadquirente - cadeia de pagamentos

Conheça as principais adquirentes que atuam no Brasil

Até 2010, as adquirentes podiam manter contrato de exclusividade com as bandeiras de cartão no Brasil. Isso quer dizer que determinada bandeira só poderia ser utilizada por uma adquirente específica, o que limitava a atuação dessas empresas. Com o fim desta possibilidade, todos os players desse segmento mantiveram contratos com as bandeiras mais utilizadas e um número significativo de novos players foi introduzido no mercado.

A Cielo continua sendo uma das principais empresas desse meio. Hoje controlada pelo Banco do Brasil e pelo Bradesco, a companhia foi fundada em 1995 por essas duas instituições em conjunto com os bancos Real e Nacional. Em 2017, a organização registrou um volume financeiro de R$ 625 bilhões em transações e, segundo ela, 50% dos e-commerces contam com a solução da empresa.

Na Cielo, a taxa de transação para as vendas feitas no débito é de 2%, enquanto as realizadas no crédito à vista e no crédito parcelado são de 2,5% e 3,25%, respectivamente, com pagamento em até 31 dias. A empresa não cobra tarifa de adesão e aceita 10 bandeiras.

Outra adquirente que se destaca no segmento é a Rede, fundada em 1996 e controlada pelo Itaú Unibanco. A solução online aceita 13 bandeiras no cartão de crédito e 2 no débito, e não há taxa de adesão e mensalidade. Para conhecer as taxas por transação, é necessário entrar em contato com a empresa.

Juntas, Cielo e Rede concentram cerca de 70% do volume de transações com cartões no mercado brasileiro, índice que já foi de 90% antes de as empresas perderem espaço com a chegada de novos players. A GetNet, por exemplo, é uma das adquirentes que vem conquistando bons números nos últimos anos, a partir do fim da exclusividade entre bandeiras e empresas de adquirência.

Controlada pelo Santander, a organização, criada em 2003, expandiu a sua participação nesse mercado para 13,2% no segundo trimestre de 2018. Para contratar a solução da empresa não há taxa de adesão, as principais bandeiras de mercado são aceitas e as vendas podem ser parceladas em até 12 vezes.
Já a Stone, fundada por brasileiros em 2012, também está em ritmo de crescimento. Em 2017, a receita da empresa atingiu R$ 766,6 milhões, aumento de 74% em relação ao exercício anterior. Além das maquininhas para lojas físicas, a Stone também disponibiliza soluções online e é necessário entrar em contato para conhecer as taxas praticadas.

O que é um gateway e como ele funciona

O papel dos gateways é processar o pagamento no momento do checkout e facilitar a integração das lojas com os diversos meios de pagamento existentes no mercado ao transmitir os dados fornecidos pelos varejistas. A comunicação da loja virtual com o gateway ocorre por meio de um webservice que é disponibilizado como API (interface de programação de aplicativos).

Funciona assim: o cliente insere os dados do cartão na plataforma da loja online e o gateway de pagamentos transmite esses dados para a adquirente que, por sua vez, se comunica com a bandeira, responsável pelo contato com os bancos emissores para confirmar se há saldo ou limite disponível.

De forma mais prática, é o gateway de pagamentos o responsável por conectar o e-commerce aos meios de pagamento — é como a maquininha de cartão nas lojas físicas. Diferente das adquirentes, a cobrança não é realizada em percentual sobre cada transação, mas pelo número total de transações realizadas pelo e-commerce.

Quando o lojista utiliza essa opção, o valor da venda vai diretamente para a conta da empresa, o que é um ponto positivo para o negócio. Já o ponto negativo é que o gateway possui um alto custo de implementação, pois exige a contratação de mais um serviço antifraude e de um conciliador de recebíveis, além do contrato com uma ou mais adquirentes, dependendo da variedade de bandeiras que você pretende aceitar.

No Brasil, os maiores gateways de pagamento são a MundiPagg, a Adyen e a Braspag. A Mundipagg, por exemplo, oferece 14 bandeiras de cartão, entre crédito e vouchers, e abrange 8 adquirentes. A Adyen, por sua vez, reúne diversos métodos de pagamento em uma só solução e cobra uma taxa de processamento mais uma taxa do método de pagamento por transação.

Já a Braspag oferece 24 meios de pagamento e faz a cobrança pelo número de transações. Para conhecer as taxas de todos os gateways de pagamentos, é necessário entrar em contato com as empresas, uma vez que as soluções são customizáveis e flexíveis e, por isso, variam conforme o modelo de negócio.

Se você quiser entender melhor como funcionam os gateways e qual é a diferença entre eles e um intermediador de pagamentos, faça o download do nosso e-book sobre o tema! Nele, você vai entender quais são as funcionalidades de cada opção e como escolher a melhor para processar o pagamento na sua loja online! Basta clicar na imagem abaixo para baixar o material gratuitamente:

O que é uma bandeira de cartão

As bandeiras de cartão são as empresas que fazem a comunicação entre a adquirente e o banco emissor do cartão. Elas processam as transações analisando o perfil de consumo e repassam essas informações para a instituição financeira. É graças a elas que você pode utilizar o mesmo cartão de crédito em qualquer lugar do mundo, desde que haja um meio de pagamento compatível com a sua bandeira.

As bandeiras mais presentes no mercado brasileiro são Visa e MasterCard, seguidas por American Express, Diners, Hiper, Elo e Aura. Essas marcas conseguiram criar redes de processamento confiáveis e integradas, capazes de processar milhões de pagamentos por minuto, tanto nos terminais online como nos físicos. Isso permite que os custos sejam menores e as transações mais seguras e com suporte.

Segundo os dados de desempenho operacional da Visa, existem mais de 2,3 bilhões de cartões que possuem a bandeira, aceita em mais de 200 países. A MasterCard, por sua vez, é aceita em 210 países.

De acordo com o Relatório de Vigilância do Sistema de Pagamentos Brasileiro do Banco Central de 2015, o índice de concentração dessas duas bandeiras no mercado de pagamentos do Brasil caiu de 90,8% em 2014 para 88,7% no ano seguinte. Uma das explicações pode ser a propagação de outras bandeiras, como Hiper e Elo. Esta última já conquistou a terceira posição no mercado brasileiro.

As bandeiras não são as responsáveis por definir as taxas e juros, quem faz esse papel são os bancos emissores de cartão. Por isso, você pode ter dois cartões com a mesma bandeira, mas com taxas diferentes, de acordo com a instituição que o opera.

O que são os bancos emissores de cartão

E já que acabamos de falar neles, os emissores de cartão são bancos ou outras instituições financeiras, e até mesmo do próprio varejo, que fornecem cartões para correntistas e para outros usuários sem conta vinculada à entidade. No processo de pagamento, os bancos emissores são os responsáveis por verificar a disponibilidade de limite ou de saldo para aprovar a compra.

Assim, se existe saldo, a instituição emissora realiza a cobrança pela transação ou, no caso do crédito, reserva o valor na conta do comprador. De acordo com o ranking Melhores e Maiores da Revista Exame, divulgado em 2016, o Bradesco, o Itaú Unibanco e o Banco do Brasil são os maiores emissores de cartão do Brasil.

Já em relação ao valor percebido pelos clientes, conforme estudo divulgado pela consultoria CVA Solutions, os cartões favoritos dos clientes brasileiros são os emitidos, em ordem de preferência, pelo Nubank, Amex, Citibank, Santander, Caixa, Bradesco, Credicard, Itaú, Banco do Brasil e Banrisul.

O que é um subadquirente e como ele funciona

Até agora, nós falamos das diversas partes envolvidas para processar o pagamento no e-commerce. São adquirentes, bandeiras, bancos emissores e gateways, e isso sem contar com a necessidade dos serviços antifraude e de conciliação financeira. Adquirir as soluções de todas essas empresas de forma separada pode ser um pouco exaustivo e é aí que entram as subadquirentes e seus benefícios!

As subadquirentes são empresas que fazem a intermediação dos pagamentos entre todos os agentes sobre os quais falamos. Sua função é transmitir os dados da transação à adquirente e liquidar os recebíveis junto aos lojistas.

adquirente ou subadquirente - subadquirentes

Quando um e-commerce contrata uma subadquirente, como a Wirecard, não é necessário firmar contratos com as adquirentes, as bandeiras e os gateways, porque essa solução abrange todos esses serviços com um só contrato e a partir de uma única integração. Além disso, os serviços costumam ter baixo custo de implementação, em um processo simples e rápido.

As subadquirentes são uma ótima opção porque possuem parcerias com as maiores adquirentes, o que garante uma grande variedade de opções de pagamento aos clientes. Elas também têm um serviço completo, englobando todas as etapas do processo de pagamentos, como gateway, antifraude próprio e análise de risco contra o chargeback, um problema que atinge e-commerces de qualquer porte e nicho.

Um dos pontos que diferencia as subadquirentes disponíveis no mercado é o fato de que, em algumas, o cliente é levado para fora do site da loja para processar o pagamento, uma prática que pode deixar o consumidor inseguro ao colocar os dados do cartão e, inclusive, gerar o tão temido abandono de carrinho.

Pensando nisso, a Wirecard foi a primeira subadquirente no Brasil a oferecer o checkout transparente, uma ferramenta que permite o processamento do pagamento no site da própria loja, oferecendo ao comprador final uma sensação maior de segurança e credibilidade. Com ela, é possível aumentar a taxa de conversão em até 30%.

adquirente ou subadquirente - checkout transparente

Assim, o contrato com a Wirecard traz diversas facilidades, como o checkout transparente, e elimina a necessidade de fazer integrações com as adquirentes, com o gateway de pagamentos e com os serviços de gestão de risco e de conciliação, já que esse intermediador de pagamentos oferece todos esses serviços em apenas um contrato.

Para saber mais, acesse o nosso site e entenda melhor as vantagens da Wirecard para e-commerces, marketplaces, lojas físicas e autônomos!

Mas afinal, como escolher a melhor opção de pagamentos?

Agora que você já sabe o papel de cada agente no processo de pagamento de um e-commerce e consegue distinguir as principais diferenças entres essas opções, é preciso saber por onde começar a fazer suas escolhas.

Em geral, a opção mais prática, eficiente e segura sempre será o intermediador de pagamentos. Afinal, ele oferece, por meio de um único contrato e integração, toda a estrutura que seu site precisa para o recebimento de pagamentos online. Mas você precisa analisar como o seu negócio se adapta a cada solução.

Primeiro, é necessário avaliar as necessidades da sua loja, a realidade do seu negócio e identificar as soluções que podem contribuir para o seu crescimento. Nesse sentido, é preciso fazer um comparativo entre os meios de pagamento observando as taxas, prazos, condições e diferenciais praticados por cada um deles.

Não importa o tamanho do seu ticket médio: oferecer diversas formas de pagamento costuma ser uma decisão assertiva no e-commerce, pois pode garantir uma alta taxa de conversão. Porém, avalie o seu caso. Se o seu produto exige entrega no mesmo dia, por exemplo, provavelmente o pagamento por boleto bancário não é uma boa opção.

Como dissemos no início deste artigo, também vale entender qual é a preferência do seu consumidor em relação às formas de pagamento. Se o seu e-commerce costuma vender de forma parcelada, uma taxa mais baixa para esse tipo de venda é mais atrativa do que um valor menor em compras à vista. O contrário também pode ocorrer, por isso, vale entender o perfil do seu cliente!

Se você está começando no e-commerce e não pretende aceitar todos os meios de pagamento, é preciso considerar todas as opções antes mesmo de escolher a plataforma. Isso porque é preciso levar em consideração quais integrações já estão disponíveis e quais precisariam ser desenvolvidas, além do que você pode integrar no momento e o que precisará esperar.

adquirente ou subadquirente - vantagens do adquirente

Agora, se você já tem uma loja online e quer contratar alguma dessas opções de pagamento, pense antes em como fazer uma adaptação estratégica e eficiente a essa nova solução. Nesses casos, se a loja contar com uma boa equipe de desenvolvimento, é possível investir em soluções personalizadas de um gateway de pagamentos.

E para quem trabalha com plataformas open source ou aplicativos, uma boa alternativa é a integração via API a uma adquirente. Essa prática permite mais flexibilidade e possibilita a redução dos custos com checkout.

Enfim, esperamos que essas dicas tornem mais fácil a escolha do meio de pagamento para o seu negócio. E se tiver alguma dúvida, deixe seu comentário ou entre em contato com a nossa equipe. Nós estamos à disposição para ajudar! Além disso, não deixe de conferir os outros artigos do nosso blog: há muito conteúdo sobre gestão para você alavancar as vendas no seu e-commerce!

Como montar uma loja virtual: 14 passos poderosos para o sucesso do e-commerce


Como montar uma loja virtual é uma das dúvidas mais frequentes que recebemos aqui na Wirecard sobre e-commerce. Temos visto que o crescimento do e-commerce no Brasil acontece a passos largos. Uma pesquisa realizada pela Big Data identificou que, até o ano passado, existiam cerca de 450 mil sites dedicados ao comércio eletrônico no País.

A aparente facilidade de vender pela internet tem atraído diversos varejistas. Mas antes de se deixar levar pela empolgação, precisamos lembrar que, assim como no varejo físico, o comércio eletrônico também exige planejamento, estudo de mercado e investimento – de tempo, dinheiro e esforços.

E é por não atentar a esses pontos que cerca de 60% das lojas online no Brasil fecham antes de completar um ano de atividade, como apontou um estudo do Sebrae sobre o tema. Construir e manter um e-commerce saudável é um grande desafio. Para que você consiga analisar com sabedoria se é o momento certo para vender na internet, criamos um passo a passo do e-commerce para que você possa entender melhor este universo e planeje sua loja nos mínimos detalhes. Ele vai te guiar nas suas principais tomadas de decisão, tirar dúvidas e esclarecer os principais pontos do comércio eletrônico.

1. Determine e planeje um investimento para abrir seu e-commerce

Uma das perguntas mais frequentes sobre como abrir um e-commerce é  quanto o empreendedor precisa investir. A boa notícia é que depende do que você espera da sua loja: o tipo de produto que ela vai vender, se terá uma estrutura própria ou venderá em marketplaces, os tipos de contrato com as empresas de logística, quanto pode investir em marketing.

Uma dica interessante para quem não quer se perder em meio às finanças, é dividir o montante inicial que você tem para investimento em 12 partes iguais. Assim, você vai investir apenas 1/12 desse montante por mês, garantindo capital suficiente para o primeiro ano de atividades. 

2. Decida entre estrutura própria ou marketplace

Ao montar uma loja virtual, é preciso pensar em todos os investimentos necessários para que a operação funcione com eficiência. Plataformas, meios de pagamentos, segurança, estrutura física, logística, backoffice, marketing, atendimento. Esse monte de demandas exige muito preparo de quem está à frente de um e-commerce. E , apesar de demandar um investimento maior, a vantagem de fazê-lo logo de cara e criar a sua própria estrutura do zero significa ter as rédeas do seu negócio nas mãos.

É você quem decide desde o preço, até as formas de pagamento que vai oferecer e aceitar. Quem vai criar e alinhar toda estratégia de marketing e comunicação, estruturar o SAC e definir qual o melhor jeito de fazer o pós-atendimento da loja.

Entretanto, a desvantagem de criar toda estrutura da sua loja é, primeiramente, o gasto que isso implica. É preciso ter um capital de giro significativo para poder fazer o sistema funcionar, a logística deve ser eficiente para a entrega ser realizada dentro do prazo e o marketing e atendimento devem ser efetivos.

Além de estrutura, é preciso também investir em inteligência e capacitação de pessoal.
Outra desvantagem é ter que traçar todo o caminho até se tornar conhecido, criar uma empatia com o público e ter relevância nas buscas orgânicas do Google. E mais do que dinheiro, isso requer tempo e dedicação.

Aqueles que não têm capital suficiente, ou que preferem experimentar com cautela este novo canal de vendas, podem optar por vender nos marketplaces. A dinâmica pode funcionar da seguinte forma: um e-commerce grande, já estabelecido no mercado, abre sua vitrine para que pequenos varejistas possam anunciar seus produtos naquela loja e vender através dela.

Além disso, existem marketplaces que surgiram a partir de empresas já fortes no offline, como a Rede Natura ou como startups que escalaram funcionando como grande shoppings virtuais para nichos específicos, como a Elo 7 e a Estante Virtual.

Para quem opta pelo marketplace, a vantagem é que seus produtos ganham uma visibilidade grande logo de cara, sem necessidade de muito investimento para que isso aconteça. Outro benefício é que os marketplaces dão acesso a serviços de consultoria de marketing, ferramentas de controle de estoque e parceria com meios de pagamentos.

Mas toda essa facilidade e visibilidade oferecidas têm um custo agregado. Os marketplaces costumam cobrar taxas altas sobre os lucros das lojas associadas. Mesmo pagando tarifas, começar vendendo em um marketplace é uma estratégia interessante se você tem pouco dinheiro para investir com infraestrutura, logística e, principalmente, com marketing.

3. Faça um mapeamento do público-alvo

Antes mesmo de saber como abrir uma empresa na internet, é preciso ter a clareza do que e para quem você vai vender. Ao definir seu público-alvo, você consegue estabelecer o leque de produtos que ele precisa e que você vai ofertar. Com isso, diminuem as chances de produtos encalhados no estoque e com baixo giro.

Conhecendo o seu cliente (comportamento, hábitos e períodos de apelo comercial), você consegue trabalhar melhor promoções, ofertas e mudanças de coleção. Por exemplo, se você vende acessórios femininos, saberá que de nada adianta fazer grandes promoções no Dia dos Pais, por exemplo. Mas elas serão bem-vindas no Dia das Mães, Dia dos Namorados, Natal, etc. E você pode falar com um público mais específico ainda: sua loja só vende acessórios femininos artesanais com a temática Afro? Quem iria imaginaria que o Dia da Consciência Negra, por exemplo, seria um ótimo dia para vender, não é mesmo?!

Outra vantagem de ter o seu público bem definido é saber exatamente como se comunicar com ele. O linguajar, as expressões, hábitos nas redes sociais, preferências,isso facilita o trabalho de marketing do seu e-commerce. Você vai conseguir entregar um e-mail marketing mais atrativo e personalizado, fazer um trabalho nas redes sociais que engaje o seu cliente, promovendo a interação e o crescimento orgânico, e criar conteúdos que ajudam a vender.

Agora, se você quer vender na internet mas ainda não definiu o que e para quem quer vender, a pesquisa “Oportunidades em Nichos do Varejo Online no Brasil”, realizada pelo Sebrae, revela alguns dos setores do e-commerce mais promissores para 2017 (para ver a lista completa, acesse o link acima):

  • mercado fitness;
  • culinária gourmet;
  • roupas/ acessórios/ artigos relacionados aos anos 60, 70 e 80;
  • fantasias e acessórios para confeccioná-las;
  • material para fotógrafos;
  • objetos vintage;
  • cerveja – rótulos artesanais, materiais para confecção;
  • bonecas artesanais;
  • chapéu.

A tendência do mercado fitness, por exemplo, pode ser comprovada pelo aumento da popularidade de intenções de busca no Google do termo “fitness” que foi de 29 em 2012 para 100 em 2017, em uma escala de popularidade que vai de 0 a 100 pontos. Veja os dados na imagem abaixo.

Se você está planejando a escolha de um nicho para o seu e-commerce, uma ótima dica é analisar esse grau de popularidade no Google Trends. Além disso, o Google Keyword Planner é outra ótima ferramenta que te ajuda a descobrir quantas vezes, em média, uma palavra é pesquisada no Google. Veja o exemplo abaixo, para a palavra “fitness”.

4. Escolha fornecedores incríveis

Dentro do planejamento para montar uma loja virtual, escolher bem seus fornecedores é um dos pontos cruciais. Através dos seus produtos, eles vão ajudar a construir a reputação da sua loja. Então, pesquise!

Pesquise quem pode te atender melhor , quais condições de pagamento oferecem, prazos de entrega, condições de produção e reputação no mercado. Procure fornecedores que, antes de mais nada, ofereçam qualidade. Seus clientes só terão acesso ao produto depois da compra efetuada, logo, ele precisa ter qualidade suficiente para manter o encantamento inicial, que nasceu dentro do seu site, com a sua marca. O produto também precisa chegar em boas condições ao seu destino, então, fornecedores que se preocupam com embalagens adequadas são um diferencial que você deve observar na hora de fechar negócio.

Depois de levantar uma lista de possíveis fornecedores, você precisa analisar quem cumpre com seus requisitos e tem o melhor preço. Assim, você, automaticamente, consegue revender o produto por um valor mais baixo do que o da concorrência, se tornando mais competitivo no mercado. Para isso, faça acordos de preços para quantidades menores e, enquanto estiver nos primeiros meses de vendas, veja a possibilidade de fazer a retirada dos produtos para diminuir o custo total, já que você não vai precisar desse frete.

5. Determine o mix de produtos da loja

Agora que você já identificou o nicho do seu e-commerce, seu público-alvo e fornecedores, é hora de determinar o mix de produtos. Esse mix é o conjunto de produtos que tem o maior potencial de vendas junto ao seu público-alvo. E, apesar de não haver uma fórmula que te garanta o mix perfeito, existem dicas que podem te ajudar a encontrar o que mais funciona para o seu negócio.
Para quem está começando, o ideal é não vender uma infinidade de tipos de produtos.

O ideal é que, inicialmente, você foque em uma única categoria e, dentro dela, busque se diversificar. Se você vende sapatos, por exemplo, pode vender sapatos infantis, femininos e masculinos. Assim, é mais fácil acertar no mix do que se vendesse sapatos, bolsas, roupas e acessórios.

Quando você delimita o seu mix de produtos de acordo com o nicho que quer atingir, é muito mais fácil tornar-se um expert e ser reconhecido como autoridade de vendas naquele segmento. E, aos poucos, quando essa autoridade for uma realidade, você poderá expandir o seu mix, fazendo isso de uma forma consciente.

Aumente seu faturamento com nossas dicas infalíveis

6. Comece na frente da concorrência

Na internet, a concorrência está apenas a um clique de distância. Exatamente por isso é preciso estar atento às ofertas dos vizinhos.
Inicialmente, crie uma lista no excel com seus principais concorrentes diretos: quem atua no mesmo segmento, quem fala exatamente com o mesmo público-alvo que o seu e quem atende as mesmas demandas. Para descobrir quem são seus concorrentes, faça pesquisas no Google procurando por serviços ou produtos similares aos seus, converse com seus clientes e fornecedores e, a medida que encontrar o nome desses concorrentes, adicione na sua planilha do excel, informando o endereço do site e outras informações que você achar relevantes.

Depois, você deve estudar essa lista de concorrentes para entender como eles trabalham. Observe desde o site, como e onde as informações ficam dispostas na tela, até o que oferecem de diferencial, quais promoções fazem, como se comunicam com os clientes nas redes sociais e no marketing em geral. É muito interessante simular uma compra e identificar os passos do carrinho de compra e a experiência de compra. Depois disso, você pode até fazer uma rápida análise SOWT, adicionando colunas na sua planilha para descrever as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças suas e de todos seus concorrentes.

Por fim, utilize este estudo para comparar com o que você está fazendo no seu e-commerce e tente encontrar ações viáveis que podem ser implementadas na sua loja para que ela se destaque em relação à concorrência.

Identifique onde você pode melhorar e até superá-los, crie estratégias para alcançar essas metas, identifique o que já existe de diferencial no seu negócio e estabeleça outros pontos que vão lhe destacar no mercado. Assim, você desenvolve a sua vantagem competitiva e, mais do que atrair, fideliza clientes.

7. É hora de tirar seu e-commerce do papel

A parte mais importante é definir um nome para sua loja e descobrir se o domínio está disponível na internet. Você pode consultar essa disponibilidade no site https://registro.br/. Para o uso do domínio, você pagará um valor anual de, aproximadamente, R$ 30 ao Registro.br.

Para exemplificar, imagine que você tenha uma loja no mundo offline chamada “Ninho das Rosas”, o ideal é que você tente registrar o domínio www.ninhodasrosas.com.br. Mas, caso já esteja registrado, use a criatividade para encontrar outro domínio livre que descreva os serviços e produtos que você oferece, como por exemplo, www.rosasonline.com.br ou www.rosasdelivery.com.br.

Agora, chegou a hora de registrar o seu e-commerce! Se a sua loja faturar menos de R$ 60.000 bruto ao ano, você poderá formalizar a sua empresa através do Portal do Empreendedor, pagando, por mês, cerca de R$ 40,00 de impostos. Se esse não é o seu caso, é preciso abrir um CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas. Primeiro, você precisará de um NIRE – Número de Identificação do Registro da Empresa. Mas para tirá-lo é preciso ter um Contrato Social, Ficha de Cadastro Nacional e Registro na Junta Comercial. Para realizar o processo, indicamos que você procure ajuda de um profissional que já entenda dos trâmites, como contadores e advogados.

Depois, é preciso definir a atividade da sua empresa – definição essa que acontece com base na lista pré-definida da CNAE. Em seguida, separe todos os documentos necessários para iniciar seu cadastro – veja a lista de documentos – e use o aplicativo de Coleta Online do CNPJ para o preenchimento de solicitações cadastrais de inscrição. Após enviar a solicitação, você receberá um recibo de entrega que permite acompanhar o andamento do pedido no site da Receita Federal.

E se ficar alguma dúvida sobre onde registrar a sua loja, lembre-se que ela é virtual e não precisa estar bem localizada, ou em um prédio bonito para receber os clientes. Inclusive, você pode registrá-la na sua própria residência, caso tenha espaço o suficiente para trabalhar e acomodar sua equipe – caso tenha uma – e seu estoque. Caso contrário, a dica é: procure salas comerciais com aluguéis em conta, que não vão pesar no seu orçamento inicial.

8. Plataformas de e-commerce

A plataforma de uma loja online é o sistema responsável pelo gerenciamento e visualização dela na Internet. Ainda que existam várias opções no mercado, você precisa identificar as necessidades do seu e-commerce antes de tomar sua decisão.
Uma plataforma completa deve, por exemplo:

· Permitir o cadastro e a inclusão de produtos;
· Gerenciar estoque e preços;
· Proteger as informações pessoais dos clientes e garantir a segurança no envio dessas informações;
· Ter um setor de organização das formas de pagamento e da entrega.

Atualmente, você pode encontrar três tipos de plataforma no mercado:
· Gratuita: é open source e oferece possibilidades de personalização, mas, você pode sofrer com a hospedagem, instabilidade e dificuldades no suporte e manutenção;
· Paga: oferece um software mais robusto, atendimento especializado, tem maior estabilidade e atualizações constantes. Mas peca na personalização. Algumas opções cobram uma porcentagem em cima da venda realizada;
· Própria: esta opção permite uma total personalização, mas requer uma equipe dedicada a seu desenvolvimento, o que implica em altos custos.

Para quem está entrando no mercado, também existem as Plataformas de Entrada. Nessa opção, o lojista paga uma mensalidade fixa (algo entre R$ 75 e R$ 250), de acordo com as necessidades do seu e-commerce: número de pageviews e quantidade de produtos ofertados na loja.

9. Receba pagamentos com segurança e tranquilidade

Escolher a melhor opção de recebimento de pagamentos é um fator importante que pode ajudar a alavancar as vendas do seu e-commerce. Compreender as diferenças de cada uma delas é o primeiro passo para identificar a mais adequada para sua loja e clientes. No caso de pagamentos digitais três opções devem ser consideradas: Integração direta com os adquirentes, intermediadores e gateways.

Integração direta

As operadoras de cartões de crédito oferecem um canal de integração direto, chamado de webservice. Tanto a operadora quanto a loja virtual estabelecem uma conexão para que programadores possam se comunicar entre elas. Embora não existam taxas a serem pagas pelo empreendedor, o custo fica por conta do sistema que faz com que a própria loja virtual analise as condições de crédito e saldo dos cartões. Quanto mais bandeiras dispor no seu e-commerce, mais clientes você pode conseguir.

Intermediadores

O intermediador de pagamentos é a opção mais indicada para quem está começando no universo do e-commerce, tanto pela implementação (basta um simples cadastro para começar a utilizá-lo) como pelo custo benefício. Eles costumam cobrar uma taxa em porcentagem, além de um valor fixo (que fica na casa dos centavos) por transação aprovada. Por exemplo, quando uma compra é realizada no seu e-commerce, o valor dessa transação vai direto para a conta da empresa que presta o serviço de solução de pagamento. Ela, por sua vez, recolhe os valores acordados e repassa-os, geralmente em até 30 dias, à loja virtual. Quer saber mais sobre intermediadores de pagamento? Escrevemos um post aqui no blog falando tudo sobre os intermediadores de pagamento, vale a pena conferir se você quer aprender mais. E se quiser entender melhor como escolher um parceiro de pagamentos, veja o vídeo abaixo:

Gateways

Os gateways funcionam da mesma forma que uma máquina de cartões de crédito em uma loja física. O dinheiro das vendas cai diretamente na conta do dono da loja online. Através de um contrato fechado com os bancos ou bandeiras de cartão, você terá uma ferramenta no seu site ou sistema online para digitar os dados do cartão dos clientes. Dentro da opção dos gateways existe a opção para emissão de boleto bancário ou transferência eletrônica de fundos.

Uma pesquisa realizada pela CyberSource Corp, constatou que empresas que oferecem 4 ou mais formas de pagamento possuem uma taxa de conversão de vendas 12% maior. É impossível ter uma previsão sobre qual será o meio de pagamento escolhido pelo seu consumidor. A melhor maneira é oferecer diferentes opções, a fim de finalizar o processo de compra e aumentar as conversões. Não se esqueça que o pagamento deve ser feito de forma segura. Se seu consumidor não se sentir seguro comprando no seu site, as chances de desistir da compra são grandes.

10. Nunca esqueça do marketing digital

Todo varejista sabe da importância do marketing para o e-commerce e do seu potencial de aumentar as vendas, por meio de anúncios, propagandas na televisão, no rádio, outdoors… Com o advento da internet, essas estratégias tiveram que ser adaptadas para a nova realidade do varejo.
Hoje, o e-mail marketing é uma das ferramentas mais usadas no marketing digital e que mais convertem. Com ele, você pode fazer a comunicação da sua loja, enviando emails para seus clientes, seja com novas ofertas, lançamentos, vouchers de desconto, ou apenas para parabenizá-lo pelo seu aniversário.

Para quem prefere trabalhar com conteúdos mais extensos, os blogs de e-commerces são a nova sensação. Lá, as lojas falam com o cliente sobre assuntos do seu dia a dia e que sejam pertinentes à sua realidade. A ideia é ir além da propaganda e criar conteúdo que chame a atenção, que engaje e desperte o desejo de compra nos clientes.

Já nas redes sociais, as lojas buscam falar de forma ágil com seus seguidores, oferecendo mais fotos dos produtos, comentando assuntos do momento, comunicando de uma forma mais leve, respondendo prontamente e interagindo, inclusive, com outras marcas. Agora, a ideia é usar o marketing para fidelizar o cliente e cativá-lo. Essa relação estreita que vocês construíram levá-lo à conversão será muito mais fácil.

11. Lembre que segurança é crucial no e-commerce

A segurança é um dos fatores mais importantes num e-commerce. O cliente precisa se sentir seguro ao realizar uma compra, uma vez que ele vai compartilhar dados pessoais e bancários com o seu sistema e não quer ter problemas de vazamento de suas informações e sofrer ações fraudulentas com os seus dados. Isso pode ser feito através de:

· Certificados de segurança, como o SLL – Secure Sockets Layer, que permitem que o navegador do cliente estabeleça uma comunicação autêntica e confiável com a loja através de criptografia;
· Uma boa solução de pagamentos que ofereça segurança nas transações;
· Selos de segurança, que são dados por empresas especializadas no ramo;
· Uso de computação em nuvem para armazenar os dados.

12. Construa processos eficientes de logística

A logística é um dos calcanhares de Aquiles ao montar uma loja virtual. É nela que se concentram os maiores problemas e insatisfações dos clientes. Por isso, é importante se planejar para atender o cliente no prazo estipulado, contornar imprevistos no processo de entrega, não perder margem de lucro e não permitir que a logística reversa (que é quando um cliente precisa devolver o produto) seja de alto custo para a sua operação.

Hoje, os meios mais usados para realizar entregas online são os Correios e as transportadoras particulares. Nos Correios, a principal vantagem é que, ao assinar contrato, o pagamento do frete pode ser por meio de uma fatura. Já a desvantagem fica por conta do limite de peso para envio que a empresa possui: 30kg. Nas transportadoras não existe restrição de peso para encomendas, é possível negociar valores e não há risco de greve. O contra é que os preços não são competitivos com os Correios.

Também existem outras opções, como a entrega expressa na região próxima ao Centro de Distribuição da loja, que é realizada por motoboy, bicicleta ou veículo próprio da empresa. Outra opção é a retirada em loja, em que o cliente compra no site e vai até uma loja física retirar o produto.

13. Aposte no SAC 2.0

Coloque-se no lugar do cliente: você compra um produto que não viu, experimentou, sentiu ou testou. Ele vai levar dias para chegar. Pode, inclusive, chegar com algum problema e a entrega pode demorar. E você não tem ninguém para ouvir as suas dúvidas e problemas. É frustrante, não é?! Pois é aqui que entra uma parte crucial do e-commerce: o atendimento ao cliente.

Mesmo comprando online, o consumidor quer ser atendido por uma pessoa, quer ter a sensação de estar sendo ouvido por pessoas que realmente se importam com seus problemas. Pesquisas mostram que, mesmo que o cliente tenha tido uma experiência negativa com a loja, um bom atendimento pode reverter essa primeira impressão.

Por isso, desenvolva uma estratégia de atendimento e invista em capacitação da uma equipe, caso você já tenha uma operação grande suficiente para isso.

Se você é o único responsável pelo atendimento, separe períodos dos dias para responder aos contatos realizados, deixe visível o horário de atendimento e deixe claro os prazos que as solicitações realizadas levam para terem uma resposta.

Esteja disponível nas redes sociais, tirando dúvidas, solucionando problemas e ouvindo reclamações. Também é bom disponibilizar um número de telefone durante horário comercial e, quem sabe, estar presente em aplicativos como WhatsApp para ajudar os consumidores.

A regra é clara: você deve estar disponível!

14. Entenda a legislação para e-commerce

Além de ter características muito próprias, o e-commerce também tem alguns pontos na legislação muito particulares, como o Decreto Federal 7.962/13 – A Lei do E-commerce. Com ela, fica estabelecido que algumas informações no site da loja precisam estar claras e de fácil acesso, como a razão social, o endereço físico, CNPJ, telefone para contato e o formulário de contato, ou e-mail.

Na página do produto, é preciso que as informações estejam claras, como descrição detalhada, medidas e material de fabricação. As opções de pagamento (como parcelamento e incidência, ou não, de juros) e os prazos de entrega também devem estar em local privilegiado na página. Quando o cliente fechar o carrinho de compras, é preciso que apareça uma confirmação de compra e que essa confirmação seja enviada pro seu email.

Outro ponto importante deste decreto é o do direito de arrependimento. O cliente tem até 7 dias (a partir da data de entrega da mercadoria) para se arrepender da compra. Assim, ele pode devolver o produto sem custo algum e sem precisar se justificar – desde que o produto esteja em perfeitas condições.

E não é só isso, tem também os impostos com clausulas específicas para e-commerce, como você pode ver neste nosso post.

Montar uma loja virtual pode ser muito mais trabalhoso do que você imaginava, não é mesmo. Envolve decisões sobre quais tecnologias usar, como receber pagamentos, como trabalhar logística, enfim, abrir um e-commerce exige muito trabalho e determinação. Mas, agora, você já tem uma visão geral sobre os principais pontos que precisa considerar no seu planejamento.

E, se você quiser aprender muito mais sobre os processos envolvidos em montar uma loja virtual de sucesso, clique aqui embaixo para receber mais materiais como esse.