O debate sobre a obrigatoriedade do boleto com registro começou ainda em 2015, quando a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou a Nova Plataforma da Cobrança, um sistema com o objetivo de trazer mais segurança para lojistas e consumidores. Desde então, há quem critique e quem defenda a medida, mas o que não se pode negar é que ela muda a rotina no e-commerce.

Afinal, a partir de novembro de 2018, três anos após o anúncio feito pela Febraban, todos os boletos, independentemente do valor, passaram a ser obrigatoriamente registrados. Com isso, o boleto sem registro teve fim, enquanto os varejistas seguem em um processo de adaptação às novas regras.

Com as mudanças, uma grande especulação sobre o assunto foi iniciada, tanto nas redes sociais quanto entre as entidades organizadas. De um lado, estão os lojistas, preocupados com o aumento nos custos que a medida pode trazer para os seus negócios. E do outro, estão os serviços financeiros e bancos interessados em aumentar a segurança e diminuir o número de fraudes nas transações envolvendo boletos bancários.

Além de preocupar lojistas e bancos, essa medida também coloca em alerta muitos consumidores que se consideram os maiores prejudicados pela mudança. Em grupos de discussão, muitas pessoas afirmam que “quem vai pagar o pato é o consumidor final”, já que o lojista poderia acrescentar o custo das taxas para emitir boleto registrado no valor final dos produtos.

Diante de tudo isso, para esclarecer todas as dúvidas sobre o fim do boleto sem registro, neste artigo, vamos explicar cada ponto que lojistas e consumidores precisam saber sobre as novas regras da Febraban, além de trazer dicas preciosas para que lojistas possam enfrentar a medida evitando custos adicionais e sem precisar aumentar o ticket de seus produtos. Confira!

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Desde o anúncio das mudanças, iniciou-se uma grande especulação sobre o assunto nas redes sociais. De um lado, estão os lojistas preocupados com o aumento nos custos que a medida pode trazer para seus negócios. Do outro, estão os serviços financeiros e bancos interessados em aumentar a segurança e diminuir o número de fraudes nas transações envolvendo boletos bancários. Você vai entender, em breve, que riscos de segurança são esses.

O que acontece é que, além dos lojistas e bancos, essa medida também preocupa muitos consumidores que se consideram os maiores prejudicados pela mudança. Em grupos de discussão nas redes sociais, os consumidores afirmam que, “quem vai pagar o pato é o consumidor final”, já que o lojista poderia acrescentar o custo das taxas do boleto registrado no valor final dos produtos, representando altas nos preços das prateleiras.

Para esclarecer todas as dúvidas sobre o fim do boleto sem registro, neste artigo vamos explicar cada ponto que lojistas e consumidores precisam saber sobre as novas regras da Febraban, além de trazer dicas preciosas para que lojistas possam enfrentar a medida, evitando custos adicionais, e sem precisar aumentar o ticket de seus produtos.

Para começar, é importante entender como os boletos bancários funcionam e quais as diferenças entre boletos com registro e sem registro.

Boleto com registro e boleto simples: qual é a diferença?

De acordo com o E-commerce Radar 2017, 35,5% dos pedidos captados no comércio eletrônico brasileiro têm o boleto bancário como meio de pagamento. Além disso, conforme pesquisa do Sebrae e da E-commerce Brasil, 75% dos e-commerces oferecem essa forma de pagamento, a segunda mais comum neste segmento.

A emissão de boletos é um meio de pagamento que sempre trouxe benefícios para os lojistas. Afinal, não existem taxas por número de títulos emitidos ou pelo valor das transações, como ocorre em outras formas de pagamento. Além disso, a emissão sempre foi simplificada e, até a implementação das novas regras, era necessário pagar somente uma taxa — e apenas se o cliente pagasse o boleto.

Nesse contexto, não há como negar a importância desse meio de pagamento para as vendas online. O problema é que, desde o anúncio das novas regras pela Febraban, lojistas e consumidores têm olhado com desconfiança para o boleto registrado, com receio, principalmente, dos custos que a medida pode implicar aos negócios e, por consequência, ao bolso dos clientes.

Esse receio ocorre porque, antes da chegada da Nova Plataforma da Cobrança, a emissão de boletos não precisava ser registrada no sistema do banco e nem era necessário especificar os dados do pagador. A emissão era simplificada, enquanto a taxa era cobrada do lojista apenas se houvesse o pagamento do título pelo cliente. O processo era tão prático que o documento sem registro era chamado de boleto simples.

Já para emitir boleto registrado isso muda. Quando um boleto com registro é emitido, um arquivo digital é enviado ao banco com todas as informações necessárias para identificar a pessoa ou a empresa responsável pelo pagamento, como nome da pessoa física ou jurídica, CPF ou CNPJ, endereço, valor da cobrança, data de vencimento e outros dados complementares, como os encargos em caso de atraso.

A grande questão é que, nesta situação, a taxa é cobrada assim que as empresas emitem o boleto registrado, não apenas no caso de comprovação do pagamento. Dessa forma, os lojistas podem pagar por um documento que sequer será utilizado pelo cliente, o que é capaz de gerar prejuízo aos negócios.

O boleto sem registro não precisa ser registrado no sistema do banco e, também não exige o pagamento exclusivo em um determinado banco. Também não é obrigatório especificar o valor, a data de vencimento e a pessoa que fará o pagamento. Mesmo sendo mais simples, menos seguro e carente de informações importantes, o boleto sem registro foi o modelo mais utilizado, principalmente pelas lojas online, antes das mudanças propostas pela Febraban. Em 2016, ele representava 40% do total de boletos emitidos diariamente no Brasil e até o final de 2017 essa modalidade não existirá mais.

boleto não registrado

2. Por que o boleto bancário é usado no e-commerce?

A maior parte dos lojistas que trabalham na internet preferem trabalhar com boleto pois ele oferece vantagens muito interessantes para a empresa emissora:

  • Há apenas uma taxa, referente à quitação do boleto, que deve ser paga. Caso o cliente não efetue o pagamento do boleto emitido, não são cobradas as taxas pelo serviço e a empresa poupa o gasto;

3. Então, quais são os riscos e desvantagens do boleto bancário?

Mesmo com tanta flexibilidade, receber pagamentos por meio de boletos não registrados também tem desvantagens e pode trazer alguns riscos.

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), entre 30 e 50% dos boletos emitidos no e-commerce não são pagos pelos consumidores. Na maior parte das vezes, isso acontece pois o consumidor acha um produto com preço interessante em sua loja, emite o boleto, e usa o tempo de vencimento para pensar melhor sobre a compra. Muitas vezes, ele acaba desistindo do produto. E no caso do boleto registrado, além de perder a venda, você também acaba desperdiçando o custo da emissão.

O lojista que emite uma grande quantidade de boletos sem registro precisa de uma conciliação financeira eficiente e rigorosa na loja para confirmar se cada boleto emitido foi efetivamente pago na data combinada com o consumidor. Isso pode gerar muita confusão e acarretar em problemas de estoque para o comerciante.

Além dos problemas de conciliação, é comum que boletos não registrados aumentem o número de fraudes, já que dados do recebedor podem ser alterados, como o valor do boleto, nome do recebedor, dados bancários e a data de vencimento. Como não há um registro no sistema do banco, não é possível conferir esse documento e o lojista acaba perdendo o custo de emissão ou passando por sérios problemas de fraudes no valor do boleto.

É bem possível que você já tenha ouvido falar, ou mesmo tenha passado por situações envolvendo golpes com boletos. Esse tipo de fraude é muito comum e prejudica os lojistas e todo sistema bancário.

Imagine essa situação: um cliente faz checkout no seu e-commerce e o meio de pagamentos escolhido é o boleto bancário. Os boletos que você emite em sua loja não são registrados e, por isso, geram apenas um código de barras que é usado pelo comprador para fazer o pagamento em qualquer banco. Depois de pagar pelo pedido, o cliente espera sua confirmação de recebimento e envio do pedido. Entretanto, ao conferir o recebimento dos seus pagamentos, a quitação desse boleto não é identificada.

Um possível motivo para o “extravio” desse pagamento é um tipo de fraude muito comum no e-commerce. Através de um vírus instalado no computador do consumidor, criminosos fazem alterações no código de barras do boleto bancário sem registro e, dessa forma, alteram os dados do recebedor, desviando o valor para outra conta. Como não há um registro oficial desses dados, é praticamente impossível evitar esse tipo de golpe.

4. Porque a Febraban decidiu implementar o Boleto Registrado?

O alto número de fraudes envolvendo boletos não registrados foi o principal motivo que levou a Federação Brasileira de Bancos a criar a Nova Plataforma de Pagamentos. Além disso, o formato que utilizamos atualmente para fazer cobranças bancárias existe desde os anos 1990, quando o código de barras passou a fazer parte do documento de cobrança e o pagamento passou a ser interbancário (o boleto poderia ser pago em qualquer banco).

É evidente que ao longo de mais de 20 anos vivemos inúmeras mudanças causadas pelas novas tecnologias. Por isso, o sistema financeiro do Brasil entendeu que era o momento para uma atualização na forma como as cobranças acontecem.

Mas as mudanças não vão parar no fim do boleto sem registro. A intenção da Febraban é que, em alguns anos, o boleto bancário impresso como conhecemos seja completamente extinto e todos os pagamentos sejam 100% digitalizados. Já imaginou que mudança chocante?

Vantagens e desvantagens do boleto com registro

Conforme o E-commerce Radar 2017, dos 35,5% de pedidos captados a partir do boleto bancário, apenas 22,9% são aprovados, isto é, grande parte dos títulos emitidos não é pago pelos clientes. Essa situação ocorre por diversos motivos e acaba refletindo em vantagens e desvantagens tanto no caso do boleto simples como em relação ao boleto registrado.

Quando o cliente não paga pelo boleto sem registro, a vantagem é que você não foi cobrado pela emissão do documento, logo, isso não é um prejuízo. A desvantagem ocorre se você, porventura, já entregou o produto ao consumidor antes do pagamento. Nesse caso, sem os dados registrados, a loja perde a possibilidade de protesto.

Já no caso do boleto com registro, a desvantagem é que você paga a taxa na emissão do documento e, caso o cliente não quite o título, acaba desperdiçando o custo da emissão. Porém, você tem os dados registrados e, em situações em que o produto foi entregue com antecedência, existe a possibilidade de protesto do título.

Além disso, o boleto com registro traz outros benefícios, como a facilidade na conciliação financeira. Isso porque, com o boleto simples, essa tarefa exigia muito cuidado e atenção para confirmar se cada boleto emitido foi efetivamente pago na data combinada com o consumidor, o que podia acarretar confusão e até mesmo problemas de estoque para o lojista. Já no modelo registrado, é muito fácil descobrir se o cliente efetuou o pagamento, quando e por qual produto ou serviço pagou.

Também é comum que boletos não registrados aumentem o número de fraudes, já que dados do recebedor podem ser alterados. Como não há um registro no sistema do banco, não é possível conferir esse documento e o lojista acaba perdendo o custo de emissão ou passando por sérios problemas de fraudes no valor do boleto.

Os golpes por meio dessa forma de pagamento são comuns e prejudicam lojistas, consumidores e todo o sistema bancário. Imagine essa situação: um cliente faz checkout no seu e-commerce e escolhe o boleto como meio de pagamento. Você emite um boleto não registrado e, assim, gera apenas um código de barras que é usado pelo comprador para fazer o pagamento em qualquer banco.

O cliente paga o título e aguarda pela sua confirmação de pagamento e, por consequência, pelo envio do pedido. No entanto, ao conferir os seus recebimentos, você não identifica a quitação desse boleto e, assim, começa um processo para entender o problema, que pode até mesmo acarretar em um desgaste na sua relação com o cliente.

Pois bem, um possível motivo para o extravio desse pagamento é um tipo de fraude muito comum no e-commerce. Por meio de um vírus instalado no computador do consumidor, criminosos fazem alterações no código de barras do boleto bancário sem registro e, dessa forma, mudam os dados do recebedor, desviando o valor para outra conta.

Como não há um registro oficial desses dados, é praticamente impossível evitar esse tipo de golpe. O cliente, que pagou pelo boleto, fica insatisfeito, enquanto o lojista fica sem solução para o problema e pode, inclusive, perder a venda.

Foi justamente o alto número de fraudes o principal motivo que levou à criação da Nova Plataforma da Cobrança. Aliada a essa justificativa, também estava a necessidade de atualizar o formato de cobrança, que era o mesmo desde a década de 1990, quando o código de barras começou a fazer parte do documento de cobrança e o pagamento passou a ser interbancário, isto é, pago em qualquer banco.

É evidente que, ao longo de mais de 20 anos, vivemos inúmeras mudanças causadas pelas novas tecnologias. Em relação aos próprios boletos, por exemplo, no passado era necessário ir a um banco para pagá-los. Hoje, é possível fazer isso com poucos toques na tela de um celular. Por isso, o sistema financeiro do Brasil entendeu que era o momento para uma atualização na forma como as cobranças acontecem.

Em comunicado oficial, o diretor-adjunto de Negócios e Operações da Febraban, Walter Tadeu de Faria, afirmou que “a Nova Plataforma da Cobrança trará benefícios para o consumidor e para a sociedade, como a maior facilidade no pagamento de contas vencidas, além de evitar o envio de boletos não autorizados”. No vídeo abaixo, Walter faz o comunicado e fala sobre a nova plataforma no 1º Congresso Nacional de Provedores, em setembro de 2016:

Segundo Walter, novos processos e tecnologias precisavam ser incorporados ao antigo sistema de recebimento de cobranças. Além disso, com o novo sistema, é possível pagar o boleto após o vencimento em qualquer agência bancária. Também são reduzidos os números de inconsistências nos dados, evitando a duplicidade de pagamentos e permitindo a identificação do CPF ou CNPJ do pagador, o que facilita o rastreamento de pagamentos e reduz o número de fraudes.

Assim, com a Nova Plataforma da Cobrança, o sistema de emissão e pagamento de boletos ganha modernização e traz mais segurança e agilidade para todo o sistema bancário. E é bom adiantar que as mudanças não devem parar com a obrigatoriedade do boleto com registro. A intenção da Febraban é que, em alguns anos, o boleto bancário impresso como conhecemos seja completamente extinto e todos os pagamentos sejam 100% digitalizados.

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O que muda no dia a dia com a emissão do boleto com registro?

O Banco Central, órgão responsável por regular e fiscalizar as instituições bancárias no Brasil,  estabeleceu normas para as operações com boletos bancários. Entre elas, a obrigatoriedade da inclusão do CPF ou CNPJ do emissor e do pagador, a data de vencimento do título e o valor do documento. Todas essas informações devem ser registradas em tempo real.

Com isso, no momento de pagamento do boleto será realizada uma consulta automática na Nova Plataforma da Cobrança para que as informações sejam conferidas. Se os dados impressos no boleto forem compatíveis com os registrados no sistema, a operação é validada e efetivada. Entretanto, se houver divergência entre os dados, o pagamento não é autorizado e o cliente poderá pagar esse boleto apenas no banco que fez a emissão do título.

Essa conferência é realizada para evitar inconsistências nos pagamentos e lavagem de dinheiro. Além disso, essas validações agregam maior transparência no relacionamento com o consumidor final, pois evitam o pagamento de boletos em duplicidade e aprimoram o controle dos boletos facultativos, conhecidos como boletos de proposta, que são enviados sem a autorização do cliente. Aliás, todos os boletos de cobrança podem ser registrados na Nova Plataforma da Cobrança, menos os boletos de proposta.

Na prática, a empresa emissora deve registrar o boleto antes que os clientes efetuem o pagamento, incluindo obrigatoriamente o nome, CPF ou CNPJ e endereço do cliente. A coleta dos dados fica a cargo da empresa que está emitindo o boleto. Depois, o documento é transmitido ao banco via arquivo de remessa. Com o registro, o consumidor pode pagar o título em qualquer agência bancária.

Em resumo, veja o que muda e o que não muda com a Nova Plataforma da Cobrança:

  • O boleto registrado pode ser pago em qualquer agência bancária, inclusive após a data de vencimento. Com isso, não é necessário emitir a segunda via desses boletos, já que é possível pagá-los mesmo após o vencimento. Ainda em relação aos atrasos na quitação dos títulos, o cálculo para o pagamento é realizado automaticamente pelo sistema da Nova Plataforma da Cobrança;
  • Os pagamentos em duplicidade são evitados com as novas regras, já que uma conferência dos dados é realizada durante a emissão do título. Essa validação das informações também evita inconsistências e lavagem de dinheiro;
  • Os horários-limite de pagamento dos boletos e o layout do arquivo não sofrem alteração, assim como o código de barras. Por isso, não é necessário fazer a troca de leitores óticos e outros softwares;
  • A obrigação de coletar os dados do cliente e de mantê-los atualizados é do e-commerce ou de qualquer que seja a empresa emissora do boleto. Já a tarefa de cadastrar a empresa beneficiária na Nova Plataforma da Cobrança é da instituição financeira;
  • As empresas podem emitir os boletos em seus sistemas próprios de cobrança;
  • Para emitir boletos de proposta, a empresa precisa da autorização prévia do cliente e é necessário utilizar o formato específico para este tipo de boleto;
  • O banco pode aplicar outras taxas, como registro, liquidação, permanência e baixa do boleto;
  • Em caso de inconsistências, estornos automáticos serão forçados;
  • Fraudadores serão bloqueados imediatamente em toda a rede bancária caso uma fraude seja identificada;
  • Os juros, as multas e os descontos serão limitados por um padrão dos bancos;
  • Qualquer edição no boleto deve ser registrada junto ao banco, por meio de um arquivo de remessa. No dia seguinte, o arquivo retorno deve ser processado, observando possíveis inconsistências.

Faça a emissão de boletos registrados com a Wirecard

Como você viu neste artigo, a cobrança durante a emissão do boleto — e não após o pagamento — é o principal ponto de debate para os lojistas, que têm receio de ter prejuízo, já que grande parte dos consumidores acaba não quitando o título.

A boa notícia é que a Wirecard manteve a cobrança apenas por boletos pagos! Isso quer dizer que, mesmo com as novas regras da Febraban, os e-commerces que utilizam a nossa solução só pagam as taxas se o cliente realizar o pagamento, sem prejuízos.

Se você ficou com alguma dúvida ou quer saber mais sobre o serviço de emissão de boletos da Wirecard, deixe seu comentário ou entre em contato com a nossa equipe. Nós estamos à disposição para ajudar!

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