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Marketplace para franquias: como funciona?

Usando tecnologia para vender mais e organizar fornecedores

Texto produzido por Cristiano Chaussard, Diretor da Flexy – Plataforma tecnológica e de serviços digitais;

O número de redes de franquias em operação no país voltou a crescer em 2018, após ter recuado em 2017. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor registra um faturamento anual de aproximadamente R$ 160 bilhões, reunindo mais de 140 mil unidades e cerca de 2.800 marcas de franquias.

Este modelo de negócio – onde o franqueador vende seu know-how para outros empresários – está mais do que consolidado no Brasil. No entanto, você sabia que muitas franquias ainda demonstram resistência em expandir seus negócios para além da loja física?

Mesmo diante dos números animadores do comércio eletrônico e da evolução dos hábitos de consumo do brasileiro – hoje, somos quase 60 milhões de e-consumidores (E-bit, 2018) – muitas redes ainda preferem manter seus negócios apenas offline. O motivo principal: a inserção de um novo canal de vendas é, muitas vezes, encarado como ameaça.

Muitas redes de franquias já até estão presentes na web, mas algumas ainda separam o online do offline, amarrando o franqueado, por exigência contratual, só ao offline.

Isso acaba gerando conflitos desnecessários entre franqueadoras e franqueadas. O site da empresa vai competir com cada unidade? A loja física não pode, nem por decreto, mencionar a loja online?

O que acontece é que muitos gestores não enxergam a oportunidade que têm em mãos. A ideia de criar um e-commerce não é de excluir os franqueados mas, sim, de envolver toda a cadeia comercial.

A união faz mesmo a força e neste caso, ela pode ajudar não só a faturar mais, mas também a reduzir custos, organizar fornecedores e garantir a qualidade do serviço de todas as unidades!

Em se tratando de gestão de conflitos entre franqueadores e franqueados e gestão de fornecedores, há duas soluções possíveis para franquias – ambas utilizando tecnologia de marketplace:

1. E-commerce Descentralizado: criação de uma loja virtual da franquia que utiliza cada unidade como “centro de distribuição” das compras realizadas na internet.

2. Central de Fornecimento Online: criação de um portal para cadastro de fornecedores – empresas responsáveis pelos insumos que a franquia precisa para funcionar – com o objetivo de garantir o padrão de qualidade em todas as unidades.

#1 – E-commerce Descentralizado

De fato, o modelo de negócio de uma franquia exige um e-commerce diferente do convencional. Uma franqueadora costuma distribuir suas lojas físicas em vários lugares do país, com diferentes proprietários, cada uma com o seu estoque independente e processos singulares, que variam para cada empreendedor.

Neste contexto, é impossível desprezar a força dos franqueados. Portanto, incluí-los no processo de vendas do e-commerce não é uma opção, e sim a única saída! Uma das soluções para o e-commerce para franquias é o e-commerce descentralizado.

Envolvendo os franqueados no processo venda

Neste modelo de marketplace, a franqueadora, que investe em e-commerce para venda direta ao consumidor final, oferece para cada unidade da rede uma loja virtual “montada”, que será hospedada no mesmo portal da marca.

Nesse caso, a franqueadora não possui estoque físico, apenas provê a tecnologia e encaminha os pedidos feitos pela plataforma online para a loja física, utilizando variáveis para escolher a melhor loja para atender determinado pedido. Seja por proximidade geográfica, sorteio ou fila (quando os pedidos seguem uma ordem e os franqueados precisam aguardar sua vez).

Quando o estoque é administrado somente pelas unidades, com total independência, a franqueadora torna-se mais enxuta, imobiliza menos capital, padroniza a exibição dos produtos da marca e tem informação disponível sobre toda a sua rede, podendo integrar os estoques e receber alertas de reposição. Já o franqueado ganha independência administrativa e maior domínio sobre a sua região.

É importante que toda a rede de franqueados esteja pronta para o e-commerce descentralizado. Escolha começar por aquelas que tenham estrutura e experiência para prestar o serviço e que tenham mais interesse – você pode definir níveis de participação como preferir.

2 – Central de Fornecimento Online

O crescimento do número de unidades de franquias traz ainda outro desafio para os gestores: manter o padrão de qualidade em todas as lojas, por mais longe que elas estejam uma das outras.

Para garantir essa padronização, deve existir um controle rigoroso dos fornecedores escolhidos. Isto é, o franqueador deve ser capaz de intermediar as compras feitas por todos os franqueados: controlar o que está sendo adquirido, ter acesso aos dados de compras e informações sobre a qualidade dos produtos.

Para solucionar esses problemas, a franquia pode criar uma plataforma de marketplace destinada ao cadastro de fornecedores: a Central de Fornecimento Online.

Gestão e controle da intermediação de compras

Nesta plataforma, fornecedores de todo o país têm a acesso a uma tecnologia pronta e podem cadastrar produtos de forma rápida e ágil. Como o sistema tem inteligência suficiente para dividir os fornecedores por região, os franqueados podem comprar de diversos fornecedores, consultar preços, disponibilidade e distância geográfica, além de fazer o pagamento pelo portal. Franqueadores garantem uma gestão centralizada, controlam a qualidade de suas franquias e ainda podem participar das vendas.

Um recurso importantíssimo para marketplaces, que se aplica a ambas as soluções citadas é o Split de Pagamento. Caso um cliente decida comprar produtos de diferentes vendedores e/ou fornecedores, o sistema deve ser capaz de dividir os valores e distribuir automaticamente o pagamento correspondente a cada seller, além de separar as comissões e taxas para o marketplace (se houverem).

Inclusive, a Wirecard produziu um Guia completo sobre Split de Pagamentos para que você possa tirar todas as suas dúvidas sobre assunto. É só fazer o download gratuíto no link abaixo:

O split de pagamento traz vantagens não só para o cliente, que realiza um único check-out, e para o vendedor, que recebe sua parcela de forma automática, mas também para o dono do marketplace, que não é considerado um facilitador de pagamento pelo Banco Central e portanto não tem obrigatoriedade de participar da CIP (Câmara Interbancária de Pagamentos).

Empresas como a Wirecard, por exemplo, oferecem soluções específicas para marketplaces, que incluem a ferramenta de split de pagamentos. Como a Wirecard é regulamentado por todos os órgãos legislativos, os seus clientes podem ficar tranquilos quanto a Regulamentação do Banco Central para marketplaces, pois eles estão cuidando de todas as etapas que envolvem o fluxo de pagamentos.

Você tem ou faz parte de uma rede de franquias? Use a tecnologia a seu favor e atinja melhores resultados. Para isso recomendamos a utilização das soluções da Wirecard aliadas a da Flexy Digital.

A Flexy é uma plataforma de e-commerce especialista em tecnologia online para cadeias produtivas complexas e oferece ambas as soluções de marketplace para franquias. Ainda tem dúvidas? Entre em contato conosco. Será um prazer conversar sobre o seu projeto!